Fuga homeopática ameaça tornar-se em catástrofe

Aviso: Esta notícia não é verdadeira, é apenas uma sátira traduzida de um site de notícias humorísticas como o Inimigo Público. Podem encontrar a original aqui.

Uma fuga acidental de resíduos homeopáticos altamente diluídos, de um instituto de pesquisa em Swindon (Inglaterra), levou a pedidos para que o centro seja encerrado. Os operadores da fábrica admitiram o erro de segurança grosseiro, depois de uma gota derramada de um produto de teste extremamente diluído ter sido limpa por um funcionário que, em completo desrespeito por todos os procedimentos de segurança, permitiu que esta entrasse no sistema de água ao despejar o balde da esfregona pelo ralo abaixo.

Os funcionários do instituto têm cooperado com oficiais da regulação da segurança homeopática e uma equipa de engenheiros da Água do Tamisa – trabalhando dia e noite para minimizar o risco de diluição adicional.

Ainda assim, a fábrica continua a operar – um porta-voz afirmou que a pesquisa pioneira para a cura de ligeiros sentimentos de insegurança atingiu um ponto em que não deve ser interrompida. De seguida, trancou-se no seu escritório e disse aos repórteres para o deixarem sozinho.

As reacções dos habitantes locais dividem-se – muitos estarão a viver com medo – o último conselho foi para que não lavassem os vegetais antes de os cozinharem. Alguns exigem que a fábrica seja encerrada. Mas outros tomaram uma posição mais pragmática, aceitando que às vezes grandes avanços na pseudociência médica podem acarretar um preço elevado.

Mas toda a gente concorda que os trabalhadores de emergência que vieram ontem em auxílio da fábrica em dificuldades são os verdadeiros heróis. Alguns bombeiros podem ter sido expostos a diluições tão altas como D8000 durante a corrida frenética para impedir a memória atómica dos resíduos de alcançar o rio Tamisa. Próximos da fábrica, encontram-se sete camiões de bombeiros abandonados – expostos a concentrações tão perigosamente baixas de contaminação homeopática que nunca mais poderão voltar a ser utilizados – serão eventualmente enterrados num túmulo de betão onde permanecerão para sempre.

O chefe da corporação de bombeiros local, Boutros-Boutros Jones, forneceu um relato franco da situação actual: “Temos de aceitar que perdemos a batalha a nível local, duas estações de tratamento de água podem nunca mais voltar a ser seguras para utilizar, mas a luta para conter isto e impedir a diluição adicional ainda continua. Claramente, se isto chegar ao mar é o fim do jogo”.

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