Votação para o Prémio Unicórnio Voador

O Unicórnio Voador. Crédito: Cláudia Barrocas

O Unicórnio Voador. Crédito: Cláudia Barrocas

Está aberta a votação nos nomeados que foram apurados na primeira fase do Prémio Unicórnio Voador. É agora possível votar nos nomeados de cada categoria até ao dia 30 de Março e os vencedores serão revelados no dia 1 de Abril. Entre os nomeados encontravam-se algumas figuras que foram removidas da votação por não se enquadrarem nos objectivos do prémio, como por exemplo o ministro Miguel Relvas que, merece contudo uma menção honrosa pela originalidade do seu percurso académico. Esta é uma lista por natureza incompleta, mas que pretende reflectir as sugestões feitas pelos nossos leitores. Desde já a COMCEPT agradece a participação de todos e só nos resta desejar que ganhe o melhor dos piores.

O Rei Vai Nu

Escola Básica do 2.º e 3.º ciclos de Arazede – Uma escola que promoveu a pseudociência do fosfenismo, colocando alunos a olhar para lâmpadas para obterem melhores resultados escolares. Um assunto que foi aprofundado por Carlos Fiolhais e David Marçal no seu livro Pipocas com Telemóvel e outras histórias de falsa ciência.

Mestre Mamba/Guirassy/Bara… – Para além das afirmações dúbias que caracterizam os “mestres” do oculto das secções de classificados, este “mestre” possui também um particular caso de personalidade múltipla, como de resto explica Ricardo Araújo Pereira.

SAPO – Pela autentica “enciclopédia galáctica” da pseudociência e superstição que é o portal “Sapo astral”.

Gigashopping – Pela venda de vários produtos que fazem afirmações médicas fantásticas com poucas evidências associadas, um assunto sobre o qual Ricardo Araújo Pereira também já falou.


Dom Quixote

Desidério Murcho – Pelos seus textos no blog De Rerum Natura «em defesa da aldrabice» de algumas práticas terapêuticas não-convencionais, uma posição baseada numa enorme confusão e argumentos falaciosos que já foram abordados aqui na COMCEPT.

Luís Aparício – O presidente da Associação de Pesquisa Ovni (APO) que afirmou, entre outras coisas, que existem mais de 105 milhões de pessoas raptadas por extraterrestres e que existem milhões de grávidas na Terra por acção desses mesmos seres.

Fundação Bial – Pela atribuição de bolsas de investigação a estudos de parapsicologia, uma área frequentemente associada a estudos de qualidade questionável e que há mais de cem anos falha em produzir evidências conclusivas da existência de fenómenos paranormais.

João César das Neves – Pelas suas crónicas no Diário de Notícias onde a História é reescrita ao sabor das crenças pessoais do autor, um assunto também já abordado na COMCEPT.


Grafonola

SIC e TVI – Pelas suas reportagens (aqui e aqui) sobre a presença de um cientista da NASA em Cabeço de Vide onde foram propagados vários disparates como a existência de bactérias marcianas e a crença da NASA em que a vida terá começado no Alentejo. Os grosseiros erros factuais das duas reportagens foram expostos no astroPT (aqui e aqui) e no blog Bitaites.

SIC – Pelo tempo de antena dado ao programa “Cartas da Maya”, onde se chegou a oferecer conselhos médicos, sem qualquer valor, mas muito bem pagos através de chamadas de valor acrescentado.

SIC – Pelo programa “Até à Verdade” onde dois «reputados» professores e médiuns britânicos se proponham a resolver casos de polícia recorrendo os seus poderes paranormais, mas, estranhamente, a Maddie continua desaparecida.

TVI – Pelo programa “Depois da Vida” em que médiuns afirmavam falar com os entes queridos de figuras conhecidas e elementos do público, usando nada mais do que clássicas técnicas de leitura a frio e pesquisa na internet.


Estrela Cadente

Fátima Lopes – Pela promoção acrítica e quase diária de todo o tipo de pseudociência e superstição no programa “A Tarde É Sua” da TVI, desde a bruxaria à homeopatia, passando pelas premonições e a mediunidade. A isto acrescenta-se a humilhação pública de pessoas a quem é dito que a “máquina da verdade” consegue realmente distingui-la da mentira, algo que não é aceite nem pela comunidade científica nem pelos tribunais.

Maya – Pelo seu programa “Cartas da Maya” da SIC onde se propõe a tomar decisões importantes para a vida dos telespectadores, incluindo conselhos médicos, através do signo astrológico e de cartas de Tarot.

Paulo FutrePor emprestar a sua imagem a uma marca de plataformas vibratórias que faz uma panóplia de afirmações médicas, que vão desde a tonificação muscular à eliminação de toxinas, tudo supostamente suportado por celebridades e «numerosos» estudos que nunca são revelados. Trata-se da mais nova reencarnação das velhinhas correias vibratórias que, como muitos outros produtos desta área, prometem eliminar a gordura e melhorar a condição física sem qualquer esforço.

Roberto Leal – Por fazer parte da campanha publicitária de um suplemento alimentar que promete impedir o envelhecimento e doenças associadas através de mecanismos vagos como o «reforço do sistema imunitário». Estas são de resto afirmações frequentes de muitos suplementos e produtos “naturais” promovidos como «segredos bem guardados» ou «revolucionários» e que gozam de uma legislação menos apertada por não serem classificados como medicamentos, facto que não os coíbe de fazerem todo o tipo de afirmações médicas.


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