VACINAÇÃO – A verdade não oculta

Em Portugal parece não existir um movimento anti-vacinação organizado como noutros países. É preciso pesquisar muito na Internet para encontrar alguém que se oponha oficialmente às vacinas pelos alegados efeitos secundários e perigosos. Existem, no entanto, vestígios discretos deste pensamento, por vezes escondidos nas caixas de comentários de jornais online, ou mesmo aqui na COMCEPT ou mais declarados em alguns artigos ou páginas web.

Mesmo sem existir um movimento com uma presença sistemática na Internet em Portugal, uma procura básica por “Perigos das vacinas” trás à luz uma série de links para blogs e artigos vindos do Brasil onde o movimento anti-vacinação parece ter mais força.

E talvez seja por isso que no mês passado, um blog português tenha rebuscado um vídeo de 1998 e traduzido para português do Brasil para fazer uma advertência: “Convém ouvir os dois lados….”

E o que o outro lado nos diz é terrível. Fomos enganados durante anos a fio. Os documentos, as frases sinistras, a grande conspiração, aquilo que eles não querem que se saiba, está tudo encerrado num vídeo do Youtube e se está no Youtube é porque é verdade!

Vacinação: a verdade oculta (em inglês, The Hidden Truth) é o título perfeito. É  preciso perder horas e dias, paciência e ter muita habilidade para tentar descodificar o que é dito, procurar e cruzar referências para encontrar a verdade. Este post é, no entanto, apenas uma selecção de alguns casos mais flagrantes, não uma análise intensiva de tudo o que é dito (na grande maioria sem suporte documental). 

Mesmo não sendo recente, este documentário serve como paradigma da propaganda e desinformação irresponsável que circula pela Internet. Foi produzido por uma organização anti-vacinação australiana e, passados 15 anos, os argumentos não sofreram grandes alterações.

O formato não difere muito de outros documentários. São pequenas entrevistas a várias pessoas, quase todas com currículos nas áreas das terapias não convencionais e não faltam os casos pessoais para apelar à emoção. O vídeo pretende responder e “esclarecer” as seguintes questões:

O que é a vacinação?
1. É eficaz?
2. Mecanismos e ingredientes
3. Efeitos reais
4. Porque continua
5. Direitos legais
6. Enfrentando os danos
7. Verdadeiro caminho para a imunidade

O movimento anti-vacinação tem dificuldades em ultrapassar o sucesso das vacinas. Por isso, uma das técnicas mais recorrentes para introduzir a dúvida é, primeiro, minar a ideia que as vacinas são responsáveis pela eliminação de doenças graves; segundo, minimizar os efeitos das doenças que as vacinas eliminaram ou reduziram.

As vacinas são responsáveis pela redução de doenças infecto-contagiosas?

Numa série de comentários, os vários entrevistados vão relatando vários casos que parecem indicar que as doenças como sarampo, rubéola, papeira, tosse convulsa e difteria estavam a desaparecer antes de qualquer vacina ter sido introduzida.

Mortes devido a complicações por doenças como sarampo, rubéola, papeira, tosse convulsa, difteria  caíram 90% antes de qualquer vacina ter sido introduzida.” Viera Scheibner Parte 1

As mortes causadas por algumas destas doenças infecto-contagiosas parecem realmente ter diminuído antes da introdução das vacinas. Note-se no termo, as mortes, não a incidência da doença. A melhoria geral das condições de vida, de higiene e saneamento e acima de tudo, os avanços da medicina, a introdução de antibióticos e outros tratamentos, tudo isto contribuiu para a diminuição das mortes derivadas de complicações por estas doenças.[1] [2]

Mas, quando observamos a incidência de doenças infecto-contagiosas após a introdução das vacinas, é bastante evidente. Veja-se os casos da difteria, tosse convulsa (ou pertussis) ou sarampo nos Estados Unidos. 

A incidência de Hib (meningite por Haemophilus influenza) em crianças menores de 1 ano estava a diminuir antes da introdução da vacina para esta idade.”  Viera Scheibner – parte 2

Imagem captada do vídeo - Vacinação: A verdade Oculta

Imagem captada do vídeo – Vacinação: A verdade Oculta

O gráfico mostra-nos claramente que a incidência da doença por Haemophilus influenzae começa a diminuir após a introdução da vacina. Esta diminuição não pode ser explicada por outros factores como nutrição ou melhores condições de saneamento e higiene porque não houve assim tantas diferenças entre as décadas de 80 e 90. Então há que provocar a dúvida quanto à incidência da doença entre crianças com menos de um ano de idade (as mais susceptíveis de sofrer com a doença).

O risco de uma doença infecto-contagiosa depende da probabilidade de exposição à bactéria ou vírus. E as crianças em fase pré-escolar são as mais susceptíveis de contrair esta bactéria. Segundo dados do CDC a doença não é comum após os 5 anos de idade, supondo-se que a imunidade à doença aumenta com a idade. Assim, se existe um maior número de crianças vacinadas a partir dos 2 anos é natural que o número de crianças com menos de um ano de idade reduzam igualmente. [3]

Há 3 momentos indicados no gráfico que mereciam uma explicação se este “documentário” tivesse a intenção de ser honesto. As primeiras vacinas contra a Hib, foram licenciadas nos EUA em 1985. Esta vacina não era apropriada para crianças com menos de 18 meses de idade. 5 A primeira vacina conjugada e passível de ser administrada a crianças com menor idade foi licenciada no final de 1987, mas só a partir dos inícios dos anos 90 a vacinação para crianças com 2 meses começou a ser recomendada.[4]

O sarampo, por exemplo, estava quase extinto na Europa quando começaram os programas de vacinação.  Os casos aumentaram novamente.” Pauline Rose – parte 2

Measles incidence England and Wales 1940-2007 Fonte: WikiCommons

Measles incidence England and Wales 1940-2007
Fonte: WikiCommons

As doenças infecto-contagiosas têm picos de actividade. E como este gráfico mostra, a incidência de sarampo em Inglaterra e no País de Gales, diminui com a introdução da vacina e os picos desaparecem com a introdução da vacina tríplice. É claro, que nunca se fala no realmente sucede quando há uma quebra na vacinação.

As vacinas são eficazes?

“Epidemias em populações eficazmente vacinadas são a regra não a excepção.” Viera Scheibner – parte 2

Afirma-se que as pessoas vacinadas não estão mais protegidas que aquelas que não foram vacinadas. Não sabendo explicar o que é a imunidade de grupo dá-se o exemplo de um surto de sarampo numa comunidade no Texas, Corpus Christi na primavera de 1985, mesmo sendo a vacinação obrigatória. Note-se a menção de percentagens de vacinados, não há menção de quantas pessoas foram realmente infectadas.

Antes de mais, um surto é diferente de uma epidemia. Por outro lado, o facto da vacinação ser obrigatória não significa que toda a gente está vacinada. Existem isenções médicas, religiosas e filosóficas nos EUA.

Apesar das vacinas serem eficazes, nem todos os indivíduos respondem da mesma maneira à vacinação, não criando anticorpos capazes de combater a infecção. Por esse motivo e porque existem pessoas com o sistema imunitário comprometido, é recomendado manter os níveis de vacinação de uma população acima dos 95%, de modo a conter um possível surto. A isto chama-se imunidade de grupo (Herd immunity)

O estudo que Viera Scheibner cita deve ser este. Como seria de esperar, cita só a parte que lhe interessa. Só tenho acesso ao resumo, mas é suficiente para este caso servir de exemplo a favor da vacinação do maior número de pessoas e não do contrário.

Neste caso específico, a grande maioria dos estudantes das duas escolas estava realmente vacinada (99%), mas dos 1806 estudantes, 74 não tinham criado anticorpos contra o sarampo apesar de terem sido vacinados. Desses 74, apenas 14 contraíram a doença. Nenhum dos 1732 que desenvolveram anticorpos contra o sarampo contraiu a doença. [5]

Caso da comunidade Amish – que recusa a vacinação por razões religiosas – não reportou nenhum caso de sarampo entre 1970 e 1988.” Viera Scheibner – parte 2

A comunidade Amish nos Estados Unidos é uma comunidade extremamente isolada e reduzida. Não sei até que ponto será de esperar que a comunidade reporte casos de sarampo ou de qualquer outra doença às autoridades. Por outro lado, o facto de estar relativamente isolada e mesmo tendo contacto com populações vizinhas (estando estas imunizadas), a probabilidade surgir um surto de uma doença infecto-contagiosa será menor que outra que tenha uma maior mobilidade.

De qualquer maneira, um relatório sobre políticas de vacinação indica que durante o período de 1985-1994 houve surtos de sarampo em grupos religiosos que se opõem à vacinação. Surtos de poliomielite  (nos anos 70), tosse convulsa, rubéola foram detectados entre comunidades Amish.[6]

Scheibner não indica qualquer razão para o período 1970 – 1988, mas tenho a certeza que o limite se prende porque existe um caso que destrói o seu argumento.

Houve uma grande epidemia de varíola nas filipinas (…) Foi claramente demonstrado que as únicas pessoas que contraíram varíola duas vezes foram as que tinha sido vacinadas. Dr. Archie Kalokerinos 2ª parte

Não há qualquer indicação da data e como poderemos consultar as estatísticas que Kalokerinos afirma que podem ser consultadas. As referências que encontrei apontam para sites anti-vacinação e depois de alguma insistência encontrei uma refutação ao movimento anti-vacinação de 1922 e que faz alusão à campanha de vacinação nas Filipinas.

Redução de 99% da incidência das 3 doenças foi acompanhada por uma taxa crescente de diagnósticos “falsos positivos” (…) As crianças continuaram a contrair as doenças, mas foram diagnosticadas como “falsos positivos”. Viera Scheibner – parte 4

Segundo o vídeo, a razão pela qual as vacinas aparentam ter muito sucesso tem a ver, acima de tudo, com alterações de significado das palavras e de diagnóstico. Num dos exemplos, o estudo citado por Scheibner apresenta os resultados na eliminação de sarampo, papeira e rubéola na Finlândia. A frase citada é retirada do resumo e Scheibner não percebe o que são “Falsos positivos”.

O que se pode ler é que após o programa de vacinação apenas 0.8% dos casos clinicamente diagnosticados foram confirmados serologicamente. Ou seja, todos os restantes casos eram falsos positivos, casos de doenças que se assemelhavam ao sarampo, mas não eram sarampo. [7] O mais irónico é que, um pouco mais à frente, um dos intervenientes atribui a culpa aos novos surtos de doenças a falsos casos que não são confirmados em laboratório. 

Em 1975 Japão parou de vacinar crianças com menos de 3 anos de idade – passou do 17º lugar para o país com mais baixo índice de mortalidade infantil do mundo. 13 anos mais tarde a idade mínima baixou para 3 meses  e a tendência imediatamente retrocedeu” Bronwyn Hancock – Parte 5

Tenho muitas dúvidas quanto a esta afirmação, já que uma procura neste sítio e num período entre 1988 e 2004, a tendência descendente tem sido constante até à actualidade.

Fonte: Trading Economics

MORTALITY RATE; UNDER-5 (PER 1;000) IN JAPAN
Fonte: Trading Economics

Pelo que consegui averiguar, houve uma interrupção na vacina contra a tosse convulsa (pertussis), não contra todas as vacinas. Não se menciona obviamente o resultado desse abandono: uma epidemia de pertussis em 1979 com mais de 13000 casos e 41 mortes. O Japão retomou a vacinação contra a tosse convulsa em 1981.[8]

Tosse convulsa, sarampo, papeira, rubéola, varicela – são doenças perigosas?

Em 1978-79 84% das crianças suecas que contraíram a pertussis tinham sido vacinadas, (…)por isso, a vacina foi suspensa. Durante os 10 anos seguintes, não houve incidência abaixo da idade de 6 meses. 90% dos casos ocorreu entre os 2 e 10 anos, onde não é fatal.” Viera Scheibner

Neste estudo percebemos que as coisas não são assim tão simples.  Na introdução podemos ler que a vacinação na Suécia contra a tosse convulsa foi introduzida nos anos 40. Durante a década de 60, grande parte da população (90%) estava vacinada e a incidência da doença era rara. Nos finais dos anos 70 houve realmente um surto de tosse convulsa que parece estar relacionado com uma alterações na produção da vacina e com suspeitas de falta de eficácia.[9]

Não consegui encontrar o gráfico ou o estudo que é mencionado no vídeo. Mas não deixa de ser surpreendente que se opte por ocultar o resultado dos surtos de tosse convulsa em 1983 e 1985, após o abandono da vacinação. Entre 1981-1983 mais de 2000 pacientes foram hospitalizados e destes, 48% eram crianças com menos de 1 ano. 4% tiveram complicações neurológicas e 14% pneumonia. 11 crianças receberam ventilação assistida e 3 crianças morreram. [10]

Scheibner diz que a Tosse convulsa “só é uma doença potencialmente desagradável abaixo dos seis meses de idade”. A morte é potencialmente desagradável… 

Outras doenças [11] com consequências desagradáveis: 

Poliomielite – Sintomas não específicos ligeiros tais como febre, dor de garganta, dores musculares, diminuição do apetite, mal-estar, náuseas, vómitos, dor abdominal, obstipação ou diarreia; • Poliomielite não-paralítica com meningite asséptica: Após os sintomas iniciais de doença menor, ocorre inflamação das meninges com queixa de dores de cabeça, vómitos, dores no pescoço, costas, membros inferiores e rigidez da nuca; Poliomielite paralítica ou doença maior: destruição de neurónios motores, o que resulta em paralisia flácida aguda dos músculos por eles inervados. Pode afectar um ou vários músculos. Na poliomielite espinhal há dor muscular intensa, seguida de fraqueza e paralisia que é habitualmente assimétrica.

Papeira – A manifestação mais comum é o “inchaço” da parótida, que usualmente é unilateral no início da doença, mas que se pode tornar bilateral em 70% dos casos. Esta doença pode complicar-se por infecção de outros órgãos, principalmente envolvimento do testículo e do sistema nervoso central, causando orquite, meningite e encefalite.

Sarampo –  Otite média aguda;  Pneumonia – A pneumonia pode ser uma complicação grave e até mortal, principalmente se má-nutrição e nos extremos da vida. Pode ser grave e por vezes mortal; Encefalite – A encefalite é uma complicação rara (1 caso por 1000), mas associada a elevada morbilidade e mortalidade; Panencefalite esclerosante subaguda – É uma encefalite lenta que surge 1 caso em 1 milhão de casos de Sarampo, meses ou anos após a fase aguda do sarampo. Numa primeira fase surgem alterações do comportamento e intelectuais e após surgem alterações motoras, convulsões, coma e morte.

De todas as declarações, esta é mais desonesta e irresponsável. Dizer que estas doenças fortalecem o sistema imunitário e que devem fazer parte do desenvolvimento normal de uma criança é ridicularizar as milhares de crianças que sofreram ou morreram ao longo da história. No final do vídeo ainda há tempo para oferecer os serviços de terapias não comprovadas – mas a que curiosamente praticamente todos os intervenientes estão ligados profissionalmente. O caso da homeopatia é gritante.

Depois de ter passado alguns dias a tentar encontrar os documentos que são mencionados, percebo porque é que estes vídeos de propaganda têm tanto sucesso. A maioria das pessoas não se dá ao trabalho de analisar tudo o que se diz, especialmente porque este formato não é o ideal para incluir referências (mas não é impossível). E para o público-alvo, a imagem aparente de um “especialista”, umas meias-verdades, e uns quantos gráficos mal interpretados, é suficiente. Nem é preciso pensar muito, basta olhar.

Fica muito por dizer, nomeadamente quanto a alegados efeitos secundários graves e aos ingredientes das vacinas. Ficará para um próximo episódio.

//

FONTES

[1] Vaccines didn’t save us” (a.k.a. “vaccines don’t work”): Intellectual dishonesty at its most naked

[2] Diseases had already begun to disappear before vaccines were introduced, because of better hygiene and sanitation.

[3] Epidemiology and Prevention of Vaccine-Preventable Diseases: Hib

[4] Vaccine-Preventable Diseases and Immunization Coverage in California 2001-2006 – PDF

[5] Measles outbreak in a fully immunized secondary-school population

[6] Vaccination Mandates: The Public Health Imperative and Individual Rights – PDF

[7] The Elimination of Indigenous Measles, Mumps, and Rubella from Finland by a 12-Year, Two-Dose Vaccination Program

[8] Impact of anti-vaccine movements on pertussis control: the untold story

[9] Whooping cough in adults – PDF

[10] Pertussis in Sweden after the cessation of general immunization in 1979.

[11] Vacinas – em português

.

13 Responstas a “VACINAÇÃO – A verdade não oculta

  • Obrigado pelo trabalho de desmontagem do documentário.
    Há umas semanas atrás vi o documentário e reconheço que fiquei com algumas dúvidas. Não muitas, mas algumas…

    Agora ficam as dúvidas sanadas.
    Abraço

    • Obrigada, Rui!

      É isso que é assustador, manipulam de tal maneira a informação que deixam sempre uma dúvida a quem só vê o vídeo.

  • Penso que talvez gostassem de ler:

    Courts Rule Vaccines Containing MMR and Thimerosal Caused Autism and Brain Damage
    http://www.activistpost.com/2013/07/courts-rule-vaccines-containing-mmr-and.html

    • Caro Basilista,

      Os casos reportados no link tratam-se compensações legais – não uma avaliação científica. O tribunal das vacinas nos Estados Unidos, até onde consigo averiguar, aceita qualquer alegação de dano desde que apresente uma relação temporal entre uma vacina e um determinado dano. Existe uma tabela de eventos médicos que presumivelmente são efeitos secundários das vacinas enquanto não for encontrada outra causa. A queixa é reembolsada de acordo com uma fórmula. Não é feita qualquer análise científica aos casos, trata-se de uma decisão judicial. Para saber mais, http://www.historyofvaccines.org/content/articles/vaccine-injury-compensation-programs

      Note-se também que nos 3 casos apresentados no link, a queixa reporta-se a casos de encefalite, não a autismo. Em relação a casos entre MMR e autismo apresentados ao tribunal não foram consideradas suficientes as ligações entre a vacina, thimorosal e autismo. Mas lá está, é uma decisão judicial, não é científica. http://www.vaccinesafety.edu/autism-testcases.htm

      http://www.uscfc.uscourts.gov/sites/default/files/OSM.Guidelines.pdf no ponto 9. Pode ler-se: “As Vaccine Rule 8 makes clear, the special masters are not bound by formal Rules of Evidence. The special masters will devise procedures for the taking of evidence and argument based on the circumstances of a given case. Counsel are encouraged to be creative and to take the initiative in suggesting ways in which the record can be constructed quickly and less expensively”

      Quanto aos estudos que o autor faz referência, não percebo o que faz o Thimerosal na lista. Desde 2001, a única vacina nos EUA que contém thimerosal é a vacina contra a gripe (e existe uma variante sem este elemento). http://www.cdc.gov/vaccinesafety/concerns/thimerosal/thimerosal_timeline.html

      Mas uma avaliação dos ingredientes e alegados efeitos das vacinas está para breve.

    • O que é que este link trás de novo à discussao?
      Nada.
      Uma decisão judicial americana não é evidência científica de nada!
      O resto do texto é a típica alegação conspiranóica que ignora todos os dados científicos e recorre apenas a “anecdotes” (relatos e impressões pessoais).
      O autismo é uma (ou várias) doença devastadora e em grande medida misteriosa. Durante décadas nem sequer era diagnosticada. Estamos ainda a tentar perceber a ponta do iceberg.
      As vacinas nada têm a ver com os espectros autistas. A VASPR nada tem a ver com o espectro autista. E, como já referiu a L Abrantes, o timerosal já nem sequer é usado na grande maioria das vacinas.
      Curiosamente, o número de diagnósticos (note-se, diferente de número de casos) de espectros autistas continua a aumentar.
      Mesmo que houvesse uma correlação numérica (que não há), há sempre que recordar que a correlação não implica causalidade.

      • Bom já vi que aqui existem muitos pseudo informados em vacinação.
        Pelo que vejo o artigo é muito pouco fundamentado e claramente pro vacinas, mas na realidade acho que não devemos ser pro nem contra, mas sim ver as coisas pela prespectiva certa.
        Primeiro a industria farmaceutica existe não para salvar pessoas ou vidas, mas sim para lucro próprio, não está sequer provado qualquer efeito efectivo em algumas vacinas caso bem patente nas vacinas contra a gripe, casos de pessoas que ficaram infectadas com gripe por terem apanhado a vacina.
        E para aqueles médicos que realmente vão ao problema sabem tanto ou melhor que eu que as vacinas não podem ser generalizadas para toda a gente, porque aquilo q faz bem a um organismo pode não fazer a outro e causar graves lesões.
        Ora nem mais que o próprio premio nobel da medicina venha a publico falar daquilo que aqueles que realmente têm olhos na cara e cabeça para pensar já lá chegaram.

        “http://www.dialogosdosul.org.br/websul/farmaceuticas-nao-visam-a-cura-mas-a-dependencia-diz-nobel-de-medicina/”

        Quanto as vacinas existem bastantes investigações independentes e imparciais, que revelam coisas incriveis, e que os Sr´s donos do negocio das farmaceuticas tentam contra argumentar com novos estudos imparciais só mesmo para desmentir outros.
        O problema aqui é que entramos em demagogia e em poucas coisas concretas, mas na verdade as vacinas podem ter salvo muitas vidas mas ao mesmo tempo tb tiraram muitas vidas, pq nao vem nas noticias as experiencias q foram feitas em Africa e que centenas de crianças morreram com essas experiencias!!!
        Concretamente no problema das vacinas e no caso do Autismo aquilo que se descobriu é que vários factores podem causar autismo e um deles está relacionado com algumas vacinas, mas quando falamos em vacinas, devemos falar mais concretamente nos adjuvantes das mesmas que esses são encomendados à china que os produz mundialmente para a industria farmaceutica.
        Adjuvantes esses que contem proteinas e alguns metais para conservação do ADN ainti-gen e para causar um maior impacto no systema imunitario. O problema recai no uso de Mercúrio em sua forma mais comum de timerosal que é colocado em quase todas as vacinas, Mecurio este que pode causar graves lesoes cerebais, e muitas irreverciveis.
        Como se sabe o mercurio mata, também sei que agora actualmente podem já não estar a usar o timerosal, mas voltamos então para o hidróxido de alumínio, que continua a ser o adjuvante mais usado em vacinas para humanos. Também existem mais estudos q provam q o alumino é muito nocivo ao organismo e que pode perdurar durante anos no nosso organismo sem conseguir ser desipado, e que concentrando-se no cerebro causa graves problemas, testado com ratos como normalmente se faz.
        Com isto não quero dizer que devemos deixar de ser vacinados, mas sim antes de as aplicarmos a nós próprios sabermos se somos ou nao intolerantes a algumas protainas ou substancias, e se geneticamente somos ou não propensos a certos tipos de doenças que possam ser potencializadas atraves das vacinas.

        • Caro D. Pedro

          Colocou o mesmo comentário em dois artigos distintos – embora tivessem o mesmo tema por base – por isso não tenho a certeza a qual artigo se refere quando diz que o artigo é muito pouco fundamentado.

          Se me pudesse indicar quais as afirmações que não estão ou têm fraca fundamentação, agradecia.

          “não está sequer provado qualquer efeito efectivo em algumas vacinas caso bem patente nas vacinas contra a gripe, casos de pessoas que ficaram infectadas com gripe por terem apanhado a vacina.”

          Pode indicar os estudos e as observações clínicas onde se baseia para fazer essa afirmação?

          A opinião de Richard Roberts é muito interessante e daria para uma outra longa conversa. Discordo, no entanto, quando diz que não existe interesse da Indústria farmacêutica em curar. Mesmo tendo em conta os abusos e as manipulações dos laboratórios farmacêuticos, existem doenças que foram erradicadas (por exemplo, a varíola) e muitas outras que estão em vias de desaparecer (pólio, por exemplo). Se esses esforços de total erradicação foram interrompidos, só temos de agradecer ao movimento anti-vacinação.

          Existe muita investigação, mas não sei a qual investigação se refere. E se ela é independente e imparcial, só analisando. Existe, de facto, muita “investigação” alguma até paga e apoiada pelo movimento anti-vacinação. Existe também muita manipulação de dados, tal como pode verificar no artigo onde está a comentar. Existem bons e maus estudos, uns financiados pela indústria farmacêutica, outra por investigadores ligados a universidades. Há que avaliar os estudos pelo que são, pelos seus métodos e análise.

          Fico contente por ler que pelo menos admite que as vacinas salvam vidas, mas logo a seguir contradiz-se e diz que mataram centenas de crianças… Pode ser mais específico na sua acusação? Que crianças e que experiências e que vacinas?

          A investigação em torno da síndrome de Autismo aponta para uma forte componente genética se bem que não pareça ser exclusiva. O que sabemos, até prova em contrário, é que a relação entre autismo e a vacinação é inexistente. Insistir numa ideia tantas vezes testada e sem resultados é perda de tempo. E com isso desviam-se as atenções e esforços da investigação real que necessita de ser feita.

          O D. Pedro tem de se decidir, ou é o mercúrio ou é o alumínio o ingrediente que causa o autismo.

          O adjuvante usado em muitas vacinas no passado foi o etilmercúrio (timerosal), que é diferente do metilmercúrio (que causa danos em quantidades elevadas). Este metilmercúrio (que nunca foi usado nas vacinas, repare) é aquele que é encontrado em várias espécies de peixe que consumimos. E mesmo um consumo elevado em peixe não está associado a distúrbios de aprendizagem ou outros danos cognitivos.

          O etilmercúrio usado em algumas vacinas até 2000, era numa dose reduzida. Foi no entanto retirado das vacinas e estudos posteriores não encontraram uma ligação causal entre o uso de timerosal e casos de autismo. Aliás, o número de diagnósticos de autismo tem continuado após a retirada deste adjuvante. Por isso, este argumento repetido até à exaustão, não faz sentido.

          Ao mesmo tempo que se continua a usar o argumento do timerosal, alguns sites que promovem o movimento anti-vacinação, optaram por “descobrir” outro “culpado” para o autismo. Agora bicho papão é o alumínio.

          O alumínio é um dos elementos mais comuns do nosso planeta. Está por todo o lado. E parece que só é realmente nocivo em grandes doses. É isso que é verificado em estudos com animais. Se o aluminio está no meio ambiente, como é que se atribui um efeito nocivo à uma dose reduzida nas vacinas quando existem outras fontes passíveis de provocar contaminação?

          O D. Pedro quer dar a entender que não é anti-vacinação, mas todos os seus argumentos são iguais aos que o movimento anti-vacinação usa. As vacinas salvam vidas.

          • Caros L Abrantes e D Pedro:

            Parece-me que no cerne da vossa discussão se encontra a dicotomia entre medicina moderna e medicina pós-moderna, colocando-se a cara L Abrantes do lado da primeira, e o caro D. Pedro do lado da segunda. Poderão aprofundar os vossos conhecimentos sobre este tema ao ler a seguinte artigo:

            http://repositorio.chlc.min-saude.pt/bitstream/10400.17/511/1/RSPMI%201996%20259.pdf

            Caros L Abrantes e D Barbosa:

            Tudo evolui e a medicina também. Se noutras áreas do conhecimento as metodologias de investigação do século XXI não são as mesmas que as de séculos anteriores, é natural que na medicina também não.

            Assim os métodos “imparciais” que defendem como os “melhores” são questionáveis, e é natural que em universidades de topo, como Oxford e Harvard, surjam personalidades inteligentes que desenvolvem estudos brilhantes, que em muito ultrapassam a compreensão de quase todos nós, e nomeadamente daqueles profissionais que se formaram e continuam a acreditar e a defender valores de uma medicina ortodoxa, ancorada nos mais ancestrais preconceitos.

            E um dos principais preconceitos que esta medicina defende é que aquilo que é válido para a maioria é válido para todos, que aquilo que faz bem a quase todos deve ser aplicado a todos sem excepção, e que em prol de um bem maior devem ser ignorados mal menores.

            Ora, todos sabemos, mais que seja pelo avanço da genética, que não somos todos iguais. Somos todos seres humanos, mas uns mais do que outros têm propensão para esta ou aquela doença, para esta ou aquela qualidade, para este ou aquele vício, etc. etc. etc.

            Se, à partida, não somos iguais, é natural que os nossos organismos reajam de forma diferente a esta ou aquela intervenção do meio, adptando-se ou sofrendo as consequências da interacção com o mesmo.

            O que significa que, reportando-nos às vacinas, o que para a grande maioria é bom e aceite como válido e benéfico, para uns poucos (os mal-menores que para alguém significarão muito) não o é.

            Outro dos preconceitos é o de que para um determinado mal existe apenas uma causa, uma causa localizável, isolável, medível, concreta, que gera determinado efeito – o mal.

            Tratam-se os sintomas, e normalmente os “porquês”, a raiz dos problemas fica por resolver. Isto porque se procura “o mal” comum a todos os seres humanos, gerador de tal doença, um mal que a todos atinge da mesma maneira.

            Ignora-se 1) a especificidade de cada ser humano e ignora-se 2) a complexidade do funcionamento de qualquer organismo, no qual diferentes factores (genéticos, ambientais e outros) concorrem, interagindo entre si, influenciando-se e contaminando-se.

            É precisamente devido ao reconhecimento dos dois factos supracitados que a medicina pós-moderna leva a cabo estudos cujo objecto não é todo o planeta, mas sim subgrupos, com determinadas características em comum.

            Estudos esses levados a cabo por mentes científicas brilhantes, do nosso século XXI, mas que serão certamente considerados como “anecdotes” por D Barbosa, por não corresponderem e não cumprirem os requisitos das metodologias mais antigas com que está familiarizado, e como tal considera “melhores”.

            Durante toda a história da medicina (tal como na história do ser humano em geral) velhos paradigmas deram lugar a novos paradigmas, aquilo que era verdade numa época foi refutado e considerado como um aburdo óbvio nas eras seguintes.

            Não seria anedótico no tempo de Galileu dizer-se que a Terra gira à volta do Sol? Era certamente considerado pela esmagadora maioria uma piada, e uma piada de muito mau gosto, já que ía contra tudo o que ideologicamente havia sido enraizado nas mentes de quem habitava aquela época. No entanto, hoje ninguém dúvida disso…

            Mas o universo é maior. Maior que a Terra, maior que o sistema solar. Maior e mais complexo. E é por isso que eu fujo de verdades inquestionáveis, e prefiro manter a minha mente aberta e em constante movimento.

            Porque “sempre que o homem sonha, o mundo pula e avança”, e aquilo que é considerado “surreal” e até “anedótico” hoje, num determinado contexto espacial e temporal, pode ser tão simplesmente a dúvida que faz nascer o amanhã. A dúvida pequenina mas viva e inquietante, a dúvida do desassossego, a dúvida de uma curiosidade sem fim, que não pára, que não termina, que salta de lés a lés e que é a mais genuína propulsora da mudança neste mundo.

            Desejo-vos a todos muitas dúvidas, porque de “certezas” está o céu cheio, e como dizia o título do livro: “As meninas boas vão para o céu, as más vão para todo o lado.”

            Que as vossas dúvidas vos levem para todo o lado!

            Bem hajam!

            A Sousa

          • Cara A. Sousa

            Agradeço o seu comentário e lerei com atenção o documento que indica, mas deixo já claro que tenho algumas reticências com o termo pós-moderno, já que se refere a um contexto histórico-cultural que largamente abusou da ideia do relativismo.

            Queria, no entanto, fazer algumas questões quanto aos seus argumentos.

            A medicina claramente evoluiu. Não estou a colocar isso em questão. Mas não percebo o que entende por “métodos imparciais”. Não entendo, porque pelos seus comentários seguintes, parece apresentar a imparcialidade como algo negativo.

            Com certeza sabe o que é a ciência – e parafraseando Steven Novella, – a ciência um processo sistemático que consiste na observação rigorosa de um fenómeno e no uso de lógica consistente para avaliar os resultados.

            Por esta razão, não percebo porque razão os “métodos imparciais” possam ser questionáveis. Existe uma quantidade de viés e erros de percepção que toldam a nossa avaliação. E é por esses motivos que se recorre a este processo, para eliminar os erros subjectivos de quem faz a avaliação. Estarei a perceber bem o seu argumento e prefere que esses erros definam a análise?

            Não sei onde retirou a ideia de que a Medicina actual age como se aquilo que é válido para uns, é válido para todos. A verdade é que partilhamos a mesma biologia e a mesma fisiologia, mas existem bastantes diferenças entre indivíduos, como bem indicou.

            Existem indivíduos que não reagem à vacinação. Existem indivíduos que reagem mal a uma determinada vacina. Mas em medicina o balanço é sempre feito entre benefícios e riscos e os benefícios da vacinação largamente ultrapassam os riscos.

            Os seus argumentos seguintes, da causa única para um mal e trata apenas dos sintomas parece um argumento “espantalho”.

            Em primeiro lugar, uma determinada condição pode ter uma causa única, mas outras condições podem ter várias. Um exemplo de causa única é uma infecção por um vírus. Daí, o melhor nem sequer é o tratamento, mas sim a vacina (se existir) para prevenir a infecção.

            Em segundo, a ideia que só se tratam os sintomas, sem se procurar a raíz do problema, não faz qualquer sentido. Por exemplo, quando se usam antibióticos é com a intenção de eliminar as bactérias que causam a infecção, não é apenas para aliviar um sintoma.

            Acho muito irónico, mas não surpreendente, que use o exemplo de Galileu.

            Galileu, por muitos considerado o primeiro cientista, estabeleceu que a Terra gira em torno do Sol contra a opinião popular e religiosa que era o sol que girava em torno do nosso planeta. Para demonstrar que as suas observações estavam correctas usou aquele método que A. Sousa tanto despreza: o método científico. O caso de Galileu é bastante paradigmático de como o processo científico é válido, não o contrário.

            A dúvida metódica faz parte do processo científico. E é por isso que a ciência usa o tal método rigoroso que mencionei no início. E o que faz, é questionar essas mentes brilhantes e ver se elas não se estão a enganar a si próprias. Às vezes estão erradas, noutras estão certíssimas e são validadas pela ciência.

            Quanto ao manter a mente aberta, conhece outro processo que mantém a mente aberta ao ponto de se auto-corrigir?

  • Caro Sr. L. Abrantes,

    Não irei esgrimir argumentos consigo, já há quem o faça mais preparado que eu.

    Com a intenção de enriquecer o debate, optarei, se me permite, por alertar para vários equívocos relativamente a quem questiona este dogma.

    • Não, eu NÃO desrespeito a opção pela vacinação. Acho-a, aliás, bastante lógica e compreensível
    • Não, eu NÃO desprezo a Investigação Médica, a Medicina, os Médicos, os Enfermeiros ou os hospitais. A Vacinação é apenas um de muitos temas
    • Não, eu NÃO deixo de utilizar o sistema de saúde (ou fármacos) de uma forma perfeitamente normal só porque a vacinação me levanta dúvidas
    • É MUITO mais difícil para mim discordar da vacinação do que concordar com ela. A meu ver, este facto deveria por si só criar alguma curiosidade nos ditos “pró”, o que não costuma suceder
    • Eu NÃO me acho mais sábio que um Médico-Cientista, somente consulto Médicos com opiniões opostas
    • Eu NÃO consumo somente informação anti-vacinação, antes pelo CONTRÁRIO, Procuro permanentemente duas coisas do lado da pró-vacinação:
    o Argumentos que possam rebater os dos “anti”
    o Dados OFICIAIS que favoreçam a posição contrária
    • Eu conheço o fundamento, o funcionamento e composição das vacinas e reconheço os seus méritos e as suas vantagens em casos particulares. Questionar o benefício da vacinação incessante, falível, massiva e para toda e qualquer doença é totalmente outra questão

    • Caro Pedro,

      Pode explicar o que quer dizer com “vacinação incessante, falível, massiva e para toda e qualquer doença”?

      • Boa tarde,

        Incessante e massiva..mais doenças, mais cedo, mais misturadas e a mais gente. Falível, como demonstram os registos oficias das consequências. Qualquer fármaco é falível e eu aceito essa condição, mas a taxa de ocorrência tem de ser aceitável perante o benefício prometido.

        Permita-me um aparte, até porque somos sempre olhados de lado e sob muitos preconceitos, quero transmitir-lhe o meu apreço pela sua abertura para uma discussão correta entre duas opiniões diametralmente opostas.

        • Caro Pedro,

          As vacinas protegem o indivíduo e a comunidade de um determinado número de doenças infecto-contagiosas, não para todas e qualquer doença. A vacinação não é 100% eficaz, mas para muitas doenças a sua eficácia está acima dos 90%. Tem sido o facto de termos mantido índices de vacinação acima dos 97% que quase conseguimos eliminar as doenças que são prevenidas por vacinas.

          Os registos oficiais apontam para redução quase total das doenças que são prevenidas por vacinas. Graças à vacinação massiva, incessante, e a toda a gente, eliminámos uma das doenças mais mortíferas da história. Poderíamos eliminar muito mais se não houvesse um movimento pro-doença empenhado em regressar ao passado. As consequências das vacinas, são menos hospitalizações, menos mortes, menos sequelas.

          Acabámos por passar por um surto de sarampo, a Europa e os EUA continuam a acumular casos e mortes por uma doença que estava quase controlada. A responsabilidade dessas mortes cabe toda nas mãos do movimento anti-vacinas.

          Este artigo tem 4 anos, desmonta um vídeo de propaganda que afirma, sem qualquer fundamento, que as vacinas são não são benéficas, que têm graves consequências e que as doenças que previne não são perigosas. Diz que tem apreço pela minha abertura para a discussão, mas pergunto-lhe, acha que esta discussão vai a algum lado, onde um dos interlocutores insiste no mesmos argumentos vezes sem fim e sem que faça um esforço para compreender ou refutar os argumentos do outro lado?

          Cumprimentos

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Pode usar estas etiquetas HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

%d bloggers like this: