Porque marchamos

Hoje morreu uma adolescente com sarampo em Portugal.

Repitam a frase.

Hoje morreu uma adolescente com sarampo em Portugal.

Estamos em 2017, em Portugal – país onde, no ano passado, o sarampo foi declarado erradicado.

Se mais não fosse, por isso a COMCEPT teria que marchar, teria que estar de corpo presente na Marcha pela Ciência em Portugal.

Mas marchamos por isso e por muito mais.

Na página oficial da iniciativa em Portugal, lê-se que tem como missão:

A Marcha pela Ciência defende que a ciência deve ser financiada publicamente, e que a sua comunicação à sociedade deve ser eficaz, enquanto pilares fundamentais da liberdade e da prosperidade. Apelamos a uma união entre cientistas e não-cientistas, baseada na diversidade, e independente de partidos políticos, para juntos defendermos a importância da ciência enquanto veículo de promoção e desenvolvimento do bem-comum.

 

Por outro lado, nos estatutos de constituição da Associação COMCEPTORG, a entidade que gere esta página e as nossas actividades, pode ler-se:

A Associação tem como fim a) promoção e divulgação da ciência, do cepticismo científico e do pensamento crítico e racional na sociedade; b) promoção do intercâmbio entre cépticos; c) a centralização e difusão de informação sobre cepticismo, pensamento crítico e ciência; d) organização de eventos na área atrás mencionada.

 

Posto isto, impõe-se a pergunta: como é que seria possível não marcharmos?

A verdade é que aqueles que estabelecemos como os nossos objectivos alinham-se na perfeição com os de uma iniciativa pública como a Marcha pela Ciência, acrescendo ainda que consideramos que, tal como afirmou o Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor, hoje:

Não há uma sociedade mais moderna e mais aberta sem ciência, e para haver mais ciência tem de haver cultura científica porque hoje isso é parte da nossa construção social de fazermos do conhecimento o nosso desígnio de afirmação dos portugueses no mundo.

A ciência moderna foi (e é)  fundamental para o avanço civilizacional da humanidade e, até mesmo, para a consolidação da democracia. Uma sociedade com mais cultura e literacia científica é uma sociedade mais informada e, como tal, também mais democrática. E não se trata de saber tudo sobre tudo, mas de ter as ferramentas que permitam, por um lado, compreender o que é e como funciona a ciência e, por outro, saber distinguir ciência de desinformação. Em suma, ser céptico. Com as ferramentas do cepticismo, todos e todas estaremos mais aptos para tomarmos decisões informadas em diversos aspectos do quotidiano: desde as compras no supermercado, à interpretação das notícias ou à reacção à publicidade mais ou menos disfarçada.

E este é o tema que queremos trazer para a conversa que propusemos na Festa da Ciência.

A partir das 18h de sábado, estaremos na Associação Zé Dos Bois para a tertúlia Cepticismo científico – O que é? Como se Usa?

Juntam-se à conversa? Esperamos que sim.

Mapa das actividades da Festa da Ciência

foto de Diana Barbosa
D. Barbosa

Bióloga de formação e comunicadora de ciência de profissão. Especializada em biologia evolutiva e comportamento animal, actualmente mestranda em comunicação de ciência. Presidente da Direcção da COMCEPT.

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