Prémio Unicórnio Voador 2020 (Edição Especial)

Resultados do Prémio Unicórnio Voador 2020.

Em memória do extraordinário James Randi (1928-2020) cuja luta por um mundo um pouco mais racional e iluminado foi uma inspiração para o activismo céptico de todo o mundo. Cabe-nos a todos continuar o seu trabalho.

O Prémio Unicórnio Voador – um prémio feliz para actuações infelizes – é uma distinção satírica concedida pela COMCEPT, por sugestão dos internautas, às personalidades ou entidades que durante o ano anterior tenham contribuído para a disseminação de pseudociência, superstição e outras formas de desinformação. Porque os unicórnios até podem existir, o difícil de acreditar é que consigam voar!

Tendo em conta as nomeações geradas pela prolífica actividade de indivíduos e movimentos “pela verdade” que espalharam desinformação sobre a pandemia nas redes sociais, comunicação social e até em protestos organizados, o prémio teve uma edição especial centrada no tema – uma Battle Royale de negacionistas da pandemia – aqueles que usam teorias da conspiração e outras tácticas comuns do negacionismo para contestar a realidade e gravidade da pandemia, bem como as mais básicas medidas de prevenção e segurança.

Depois das fases de nomeação e votação, eis que chega o momento de anunciar os resultados finais. A revelação no dia 1 de Abril, Dia das Mentiras, prende-se não só com o lado humorístico do prémio, mas também, com o seu objectivo mais sério e profundo – que é o de estimular a reflexão sobre a influência da desinformação na nossa sociedade.

E o vencedor da edição especial do Prémio Unicórnio Voador é:

Médicos pela Verdade

A história ensina-nos que por cada Ignaz Semmelweis injustamente ridicularizado, há centenas de outros corajosos “dissidentes” que tiveram uma carreira mais brilhante e menos nociva na comédia. O grupo “Médicos pela Verdade”, composto por médicos, enfermeiros e psicólogos, alguns dos quais, para surpresa de ninguém, também praticantes de terapias alternativas, dedicou-se a espalhar “verdades alternativas” que colocavam em causa a gravidade da doença, a utilidade das máscaras e a fiabilidade dos testes à COVID-19. Chegaram até a partilhar dicas para possíveis infectados não testarem positivo nos testes, uma sugestão estranha quando não se que acredita na validade dos mesmos. Depois de várias punições aplicadas pela Ordem dos Médicos, o grupo acabou por dizer “Chega” em Fevereiro deste ano. 

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