Antivacinação: o Negacionismo e o Obscurantismo no Séc. XXI

Henrique de Gouveia e Melo, Vice-Almirante e coordenador da Task Force para o Plano de Vacinação contra a COVID-19 em Portugal, deslocou-se na noite de sábado ao Centro de Vacinação de Odivelas, onde o esperavam cerca de 2 dezenas de manifestantes antivacinação. Estes manifestantes empurraram e insultaram o coordenador do Plano de Vacinação, apelidando-o de assassino e genocida. No mesmo dia, os manifestantes tentaram condicionar quem se queria vacinar, gritando com as pessoas e tentando dissuadi-las com desinformação, com o objetivo de gerar medo e dúvidas.

A reação de Gouveia e Melo

De acordo com a notícia do jornal Público, perante a situação Vice-Almirante não hesitou em passar pelos manifestantes, confrontando-os, e avançou pela entrada principal. Perante os jornalistas disse que “o Negacionismo e o Obscurantismo é que são os verdadeiros assassinos” e continuou: “A vacinação é um ato voluntário. Ninguém obriga ninguém a ser vacinado. Mas já se percebeu o que é que mata, não é a vacina. É o vírus“.

Esclareceu que as pessoas apesar de terem direito à sua opinião, não têm o direito de a impor aos outros principalmente com recurso à violência, pois aí deixa de ser democracia. E explica: “têm direito a falar uns com os outros, (mas) não têm direito a empurrar, não têm direito a condicionar as pessoas e, por isso, é que eu entrei ali pela porta principal“.

Gouveia e Melo aproveitou ainda para elogiar os jovens que se foram vacinar nesse dia, manifestando mais maturidade que os manifestantes à porta.

A reação da COMCEPT

De facto, segundo os últimos dados da Direção-Geral de Saúde (DGS), 80% dos jovens de 16 e 17 anos já estão vacinados, um valor que consideramos positivo. Também consideramos positivo o número de pessoas vacinadas até ao momento, segundo os dados da DGS (13.062.853 vacinas administradas; 7.494.705 com a 1ª dose; 5.567.776 com as duas doses).

Porém, reconhecemos que ainda há muito a fazer e não podemos, por isso, ainda baixar os braços. Até haver mais pessoas vacinadas teremos de continuar com algumas precauções de segurança como manter o distanciamento, usar máscara e lavar com frequência as mãos. Se tivermos estes cuidados, juntamente com a vacinação, podemos conviver socialmente e retomar a nossa vida e a economia.

Se ainda há dúvidas, apresentamos aqui algumas razões pelas quais nos devemos vacinar contra a COVID-19.

A atual situação pandémica veio mostrar publicamente uma realidade para a qual a COMCEPT vinha a avisar desde 2012: o crescimento do movimento antivacinação em Portugal e as suas consequências nefastas para a saúde pública. Temos de começar a refletir socialmente nas causas (websites com desinformação e promotores das terapias alternativas) e a avançar com soluções práticas de combate à desinformação.

A COMCEPT está cá para isso!

Mais uma nota otimista

Ver também a reação dos nossos jovens aos manifestantes antivacinação:

Diário de Notícias: “Chamar assassino e genocida? Não devem perceber como funcionam as vacinas, com certeza.”

Jornal de Notícias: Jovem agradece “excelente trabalho” de Gouveia e Melo após protestos antivacinação.

Créditos: Imagem de LuAnn Hunt por Pixabay

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