O que a ciência diz sobre o Reiki

Fig 1 – O Reiki assenta na alegação de que existe uma espécie de energia vital, inteligente, que pode ser utilizada manualmente.


Uma teoria científica
tem de explicar o que se sabe e fazer previsões testáveis. Podemos, com as teorias, construir modelos e levar as previsões um passo ainda mais à frente. Testar as previsões é uma maneira eficaz de avaliar a veracidade das teorias.

E o que a ciência prevê para coisas como o Reiki, é que não se encontrem provas de que funcione. Não mais que o efeito placebo – isto é, por aquilo que reproduz o Reiki em tudo, exceto nas suas características especificas.

A ciência prevê isto porque o Reiki assenta em noções pré-cientificas acerca de entidades e conceitos que sabemos não existirem com um grau de confiança elevado. Não estão nos modelos científicos que permitem explicar e prever tantas outras coisas.

Por isso, embora existam poucos estudos rigorosos, num contexto de pouca plausibilidade, e sendo que eles suportam a previsão de que o Reiki não tem efeitos que a si possam ser unicamente atribuídos, a conclusão que merece confiança é de que o Reiki não se distingue de um placebo.

É de notar que, encontrar resultados em que imitar Reiki é igual a fazer verdadeiro Reiki, está em linha com o que se prevê encontrar com o efeito placebo.

E é isso que acontece. Mais, como o efeito placebo é sobretudo um efeito na perceção e não um efeito sobre a entidade patológica em si, é de esperar também que seja na dor e noutras questões subjetivas que vamos encontrar significado estatístico no uso do Reiki. E claro, é isso que acontece.

O mesmo efeito poderia ser obtido com uma série de mentiras sobre a cura…Ou simplesmente fortalecendo a crença no tratamento genuíno e apoiando psicologicamente as pessoas. Afinal, o efeito placebo é um efeito da crença, não do tratamento, e como tal é muito mais fácil de obter. Existe em tudo. Até nas coisas que funcionam mesmo.

Como já disse antes, o que as pessoas sentem, para além de estarem realmente a ser tratadas, é importante. Mas podemos conseguir isso sem estar a destruir a imagem da ciência – das coisas que realmente funcionam  - e a destruir o próprio benefício que se tira daí.

Para já, isto é o que a ciência diz. Sem grandes dúvidas. Caso haja provas em contrário, estou disposto a mudar de ideias. Mas, acreditar nisso em face da evidencia disponível, é acreditar que a melhor aposta é no que tem menos hipóteses de ganhar…

E por favor, não disparem no mensageiro. Vejam-se os estudos abaixo:

BIBLIOGRAFIA:


Encontrei apenas dois ensaios clínicos que considero bons, por cumprirem regras importantes de metodologia. São estes dois:

Não encontrei nenhum estudo randomizado, cego e controlado com placebo (falso Reiki) que sugerisse eficácia no Reiki. Agradeço a quem encontrar algum que me diga.

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