Os Factos no Caso do Dr. Andrew Wakefield

Este cartoon é da autoria de Darryl Cunningham, um cartoonista, escultor e fotógrafo britânico que publica parte do seu trabalho no blog Darryl Cunningham Investigates. O cartoon original pode ser encontrado aqui e foi adaptado e reproduzido na COMCEPT com a autorização do autor. As referências utilizadas na elaboração do mesmo podem ser consultadas aqui.

Se gostou do trabalho poderá apoiar o artista através de uma doação (é explicado no blog dele), ou ainda, adquirindo um dos seus livros como o Science Tales – Lies, Hoaxes and Scams, onde pode encontrar este cartoon e muitos outros relacionados com a pseudociência.

**********************

1

2

3

 4

5

6

7

8

9

10

11

12

13

14

15

Infelizmente alguns meios comunicação social continuam a insistir na promoção de má ciência, como é o caso do Independent que deu recentemente cobertura a Andrew Wakefield, isto numa altura em que existe um surto de sarampo no País de Gales. Na comunicação o antigo médico coloca a culpa do surto de sarampo no governo e não na desinformação propagada, em boa parte, por culpa da fraude científica que cometeu. Segundo as estimativas das autoridades de saúde, existem actualmente mais de 40 mil indivíduos não vacinados no País de Gales, o que tem consequências no efeito da imunidade de grupo, essencial para manter a doença sob controlo.

3 Responstas a “Os Factos no Caso do Dr. Andrew Wakefield

Trackbacks & Pings

  • Correlação não implica necessariamente causalidade | COMCEPT :

    […] Exemplo real: Em 1998 um médico britânico, Andrew Wakefield, publicou um estudo onde revelava uma correlação entre o autismo e a vacina anti-sarampo, parotidite e rubéola (VASPR). Seguiu-se uma onda de pânico que levou muitos pais a deixarem de vacinar os seus filhos e, como resultado, começaram a surgir novamente focos de sarampo um pouco por todo o mundo. O facto de o autismo ser normalmente diagnosticado depois da criança ter tomado a vacina VASPR, levou muitos pais a ficarem convencidos da veracidade da causalidade. Vários outros investigadores tentaram também confirmar a ligação, mas nenhum teve sucesso. O estudo de Wakefield acabou por se revelar nada mais do que uma fraude, tendo sido retraído pela revista onde foi publicado. Wakefield tinha recebido dinheiro para provar a ligação entre o autismo e a VASPR e preparava ainda uma vacina concorrente que apenas conseguiria vender se a confiança na VASPR fosse abalada. Apesar desta descoberta, o estrago já tinha sido feito. Por causa de uma fraude e de paranóias irracionais, muitas vidas foram e continuam a ser colocadas em risco. Wakefield mudou-se para os EUA, onde é suportado por celebridades e visto como um mártir do movimento anti-vacinação. (Mais informação sobre o caso Wakefield aqui) […]

  • Desinformação anti-vacinação na RTP: sim ou não? :

    […] Para que uma tal comparação seja possível é necessário que os pais saibam como avaliar a publicação científica. Deveriam estar informados dos diferentes tipos de estudos que podem ser feitos: estudos observacionais, estudos de caso, meta-análises, revisões sistemáticas, etc. Aprender também a identificar erros de metodologia, saber identificar possíveis armadilhas estatísticas e a não confundir correlação com causalidade. Saber também identificar possíveis viéses e a recusar argumentos de autoridade. Aprender que um único estudo não prova nada é também um passo importante e que o conhecimento científico se faz através da acumulação de vários dados. Deveriam também ter algumas noções de fisiologia e patologias, de química e de epidemiologia. Deveriam ter alguma noção sobre o que estão a tentar ler e não ficar pela leitura do primeiro estudo que confirma a sua opinião. Enfim, deveriam ter uma formação médica ou pelo menos científica, mas esse obviamente não é caso da maior parte da população. Não será então para isso que servem os médicos? Mesmo que, como em todas as profissões, possam existir algumas maçãs podres? […]

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Pode usar estas etiquetas HTML e atributos: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>

%d bloggers like this: