Chemtrails I – Análise do fenómeno

Há umas semanas, apercebi-me que andava a circular na internet um (pseudo)documentário sobre os Chemtrails que deixou nos espectadores um misto de indignação e de preocupação. Num próximo texto analisarei esse filme. Por agora, procurarei entender o que são os chemtrails, e se nos devemos preocupar com isso.

I – Definições:

Contrails – Abreviatura de “Condensation Trails” (rastos de condensação). São os rastos normalmente formados na traseira dos aviões. Como produto da combustão, forma-se vapor de água que congela a grandes altitudes, onde as temperaturas são negativas, gerando cristais de gelo. O resultado é a formação de nuvens cirrus (1).

Chemtrails – Abreviatura de “Chemical Trails” (rastos químicos). Segundo os Adeptos das Teorias da Conspiração, os chemtrails são criados intencionalmente por pessoas desconhecidas, com objectivo de envenenar a população através de produtos químicos libertados pelos aviões. (2)

II – O que se diz sobre os Chemtrails (2), (3), (4), (5), (6):

Tendo definido e distinguido os contrails dos chemtrails, vamo-nos agora debruçar sobre estes últimos.

O que são: De acordo com os defensores destas ideias, os chemtrails são o resultado de substâncias nocivas libertadas intencionalmente pelos aviões para a atmosfera, formando uma grande quantidade de nuvens que fica nos céus durante imenso tempo, ao contrário dos vulgares contrails. Essas substâncias são identificadas, pelos mesmos proponentes, como alumínio, estrôncio, bário, entre outras.

Onde: Esta ideia surgiu nos Estados Unidos da América e, posteriormente, terá sido disseminada pelo resto do mundo.

Desde quando: a origem da primeira observação dos rastos nebulosos no céu é vaga, mas parece haver observações desde a segunda guerra mundial, período em que os aviões conseguiram atingir elevadas altitudes. (7), (8), (9), (10) O consensual é os rastos terem aumentado em quantidade desde a década de 1990. De acordo com a minha pesquisa, em 1996 começa a surgir a teoria da conspiração de que o governo pretende alterar o clima, com base no estudo “Owning the Weather”, mas só em 1999 começam a surgir referências aos chemtrails.

Quem são os responsáveis: não é bem certo, havendo dedos acusatórios que apontam em diferentes direcções: o governo, as companhias farmacêuticas, os cientistas, os Illumminati, os Bilderberg, os “Donos do Mundo”, (…)

Porquê: Existem duas vertentes independentes: uma ambiental e outra social. Por um lado diz-se que os cientistas e o governo têm uma política deliberada de criar estes rastos no céu para diminuírem o aquecimento global, através da reflexão da luz; ou, em alternativa, porque pretendem controlar o clima, pulverizando as nuvens com reagentes que contribuam para a condensação, criando chuva – a estes processos dá-se o nome de Geoengenharia. Por outro lado, fala-se da existência de responsáveis ocultos que pretendem libertar as substâncias nocivas sobre os campos agrícolas e as pessoas para que estas adoeçam e sejam facilmente manipuláveis.

Rasto de condensação (400x600)

 

Figura 1 –  Rasto de um contrail no céu (autoria João Monteiro)

III – Análise crítica:

– Alumínio – Assim na Terra, como no Céu:

Durante a guerra do Vietname foram utilizadas várias tácticas para iludir os radares inimigos, sendo uma delas a libertação de reduzidas fibras de alumínio (Chaff, em inglês), que reflectiam o sinal de radar. Se os aviões comerciais estivessem na actualidade a libertar deliberadamente alumínio, estariam a confundir os radares de controlo de tráfego aéreo que os orientam, o que seria impraticável. (11), (12) Análises que têm sido realizadas detectam de facto Alumínio e Bário na água, no gelo e no ar, mas sempre dentro dos níveis padrão. No entanto, estas observações estão dentro do esperado, uma vez que estes elementos ocorrem naturalmente na Natureza. Por exemplo, 7% da crosta terrestre é constituída por Alumínio. (13)

– Mais rastos no céu. Linhas paralelas e cruzadas:

Vêem-se mais rastos no céu, porque aumentou o tráfego aéreo. (14) Os voos a grande altitude na vizinhança dos aeroportos têm trajectos coincidentes. É frequente que aviões diferentes se desloquem numa mesma direcção com um certo intervalo de tempo entre eles. Os aviões da frente deixam um contrail atrás de si, mas quando os próximos passarem pelo mesmo local deixando também um rasto, o contrail anterior já se deslocou com o vento, reproduzindo rastos paralelos. Ocasionalmente, pode haver aviões com rotas perpendiculares a rastos anteriores, dando a sensação que se está a formar uma grelha. (15), (16)

– Estará a população a ser envenenada?

Os contrails são formados naturalmente a uma certa distância da traseira do avião e não logo a seguir aos motores, acabando por formar uma espécie de nuvem persistente. Pelo contrário, se os aviões estivessem a libertar substâncias (líquidas ou em pó), o rasto seria visível mais perto dos motores e a nuvem dissipar-se-ia com a distância, como nos aviões pulverizadores de culturas. (15) Contudo, os agentes biológicos podem ser libertados de um avião e apresentar a forma de um contrail. Mas para isso acontecer, o meio onde estaria o agente biológico, teria de ser aquecido a elevadas temperaturas até ficar no estado gasoso, o que iria matar os agentes nocivos. Mas se, mesmo assim, alguns subsistissem, teriam ainda de sobreviver às temperaturas extremamente baixas do exterior. (15) Ainda para mais, devido ao reduzido tamanho das partículas, estas seriam dispersas e não aterrariam no local onde foram libertadas. Portanto, a probabilidade de haver agentes microbianos ou químicos a serem lançados da troposfera, deliberadamente com o intuito de envenenar a população, é praticamente nula.

– Estarão a controlar o clima?

Geoengenharia é nome dado ao processo de modificação deliberada do ambiente na Terra. Neste sentido têm sido realizadas várias experiências, mas ainda sem resultados definitivos.

Foi em 1996 que surgiu um rumor que associava a libertação de partículas de alumínio dos aviões militares para reflectir a luz solar e assim amenizar a temperatura do planeta. Este rumor baseou-se num estudo académico que saíra nesse ano, “Weather as a force multiplier: Owning the weather in 2025” (1996), e acabou por dar origem, mais tarde, à Teoria da Conspiração dos Chemtrails, o que mereceu um comunicado da Força Aérea a explicitar os factos. (17), (18)

Outro exemplo de modificação do ambiente é o da semeadura de nuvens (cloud seeding), que consiste em libertar reagentes nas nuvens, como o iodeto de prata, que as farão condensar, produzindo chuva. Também neste caso, ainda não há resultados definitivos, pois não se sabe se choveria se não tivessem sido lançados os produtos, não se conseguindo estabelecer ainda uma relação causa-efeito directa. (19)

Em qualquer caso, isto são experiências científicas em que se pretende testar a hipótese de alteração do ambiente, para contornar situações de seca, por exemplo. Daí a pegar nisto e dizer que há conspirações governamentais em prática com a intenção de envenenar as pessoas, vai um grande salto.

– Quem está por detrás dos chemtrails?

Como veremos de seguida, os chemtrails são atribuídos a diversos agentes, de acordo com a variante da teoria que nos é proposta. Há até versões em que os diferentes responsáveis se juntam para conspirar contra a Humanidade. A sensação de conspirações dentro do governo para prejudicar os cidadãos é uma ideia que se encontra frequentemente no pensamento popular norte-americano. Mas porque quereria um governo envenenar os membros da sociedade, fazendo-os ficar doentes?

Segundo os adeptos desta versão, o governo pretende ter cidadãos enfraquecidos para serem facilmente manipulados. A esta ideia juntam-se outras, como a indústria farmacêutica pretender adoecer pessoas para vender mais medicamentos; ou ainda grupos secretos que pretendem eliminar as pessoas mais vulneráveis, preservando as elites e os militares, com o intuito de reduzir a população do planeta. Mas fará isto sentido? A verdade é que estas afirmações não passam de meras especulações, sem qualquer prova apresentada. O que temos assistido nos países ocidentais, principalmente na Europa, é exactamente o contrário: um investimento nos cuidados de saúde e de saneamento, uma aposta na longevidade e na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos. Apesar de estarmos próximos de um nível preocupante de sobrepopulação humana no nosso planeta, a solução passa, no meu entender, pelo controlo da natalidade em vez da eliminação de indivíduos. E quando falo em controlo de natalidade, não me refiro a um programa governamental, mas a uma decisão pessoal por parte de cada cidadão, que ocorrerá naturalmente. Com o aumento da qualidade de vida de uma sociedade, aumenta a capacidade de sobrevivência e diminui o número de filhos por casal. O que se verifica em populações do terceiro mundo é que estas famílias têm muitas crianças para compensar as que vão morrendo de várias doenças e de desnutrição. No entanto, ao dar cuidados de saúde a essas famílias, e ao incluí-las no mercado laboral, elas vão ter maior capacidade de cuidar da sua prole, aumentando a sua probabilidade de sobrevivência, tendendo a ter menos filhos, como está relatado no livro “O Fim da Pobreza”, do economista Jeffrey Sachs. (20) Se esta política está a ser aplicada em países do terceiro mundo com o apoio dos países desenvolvidos, porque é que estes países ricos iriam fazer o oposto à sua população?

Ao contrário do que é propagado pelas teorias da conspiração, um governo tem todo o interesse em que os seus cidadãos sejam saudáveis, pois deste modo podem trabalhar e contribuir para a economia nacional. Se a maioria da população adoecesse, acabaria por ser um peso enorme para o próprio Estado que não só teria indivíduos que necessitariam de cuidados de saúde, como não estariam aptos a contribuir para a economia. Ou seja, não só não estariam a gerar riqueza, como ainda trariam custos acrescidos. Aliás, uma estratégia de guerra entre países passa por mutilar os adversários em vez de os matar, pois os países com soldados feridos têm mais encargos, não só porque ficam com operacionais inactivos, como ainda tem de disponibilizar tratamentos e deslocar pessoas para cuidar dos doentes, que doutro modo poderiam ser utilizadas na guerra. Deste modo, porque é que qualquer governo quereria adoecer deliberadamente a população? Além do mais, se houvessem químicos a serem libertados de aviões na troposfera (altitude onde se forma os contrails), eles não cairiam no local de onde foram lançados. Aliás, não haveria qualquer controlo do local onde poderiam assentar, pelo que afectariam indiscriminadamente qualquer indivíduo da sociedade, mesmo os membros do governo, militares, ou seus familiares.

É possível eliminar os chemtrails?

Quando se pensa que a ficção não consegue ir mais longe do que meras especulações sem provas, eis que surgem dois exemplos de como a imaginação humana não pára de nos surpreender:

Alguns adeptos dos chemtrails alegam que os silfos ou sílfides (Sylphs) irão aspirar e transformar os chemtrails em substâncias inofensivas. (6) Ora bem, os silfos são Elementais do Ar, criaturas etéreas mitológicas identificadas pelos gregos. O que é curioso, é que aquilo a que os proponentes desta ideia chamam de silfos, são na realidade nuvens que, com um pouco de imaginação, parecem dragões, gatos, aves, etc. (21) Posto isto, creio que qualquer pessoa sensata sabe responder à pergunta sobre o que é mais provável, as fotografias (22) representarem criaturas mitológicas, ou a imagem de nuvens normais? A este fenómeno de reconhecer padrões familiares em imagens abstractas dá-se o nome de pareidolia. (23), (24)

Outra ideia que está a ser propagada na internet é que ao borrifar vinagre para o céu, isso fará os chemtrails desaparecerem, como se vê neste filme (25). Alguém deve explicar a essas pessoas que os borrifos de vinagre não vão mais longe que alguns centímetros e a troposfera, onde se formam os contrails, fica a cerca de 8 mil metros de altitude. Como já se explicou, os rastos dos aviões podem durar algumas horas, acabando por desaparecer passado algum tempo, sendo que a sua duração depende das condições atmosféricas.

Conclusão:

Olhemos para os factos: tudo indica que o os rastos que vemos nos céus após a passagem de aviões são contrails, um fenómeno natural, na sua maioria constituídos por minúsculos cristais de gelo; não há indícios de mais libertações químicas do que aquelas libertadas por um motor; as substâncias, que se dizem ter sido identificadas, como o alumínio, encontram-se espontaneamente na Natureza; o número de contrails no céu aumentou na última década devido ao aumento de voos comerciais; devido às instáveis condições atmosféricas e à altitude, não há controlo do local onde os alegados químicos poderiam cair, afectando qualquer indivíduo indiscriminadamente; a probabilidade de um governo, ou uma entidade secreta, querer adoecer deliberadamente a população é reduzida; até ao momento, não há confirmação científica que apoie a existência de chemtrails (26), (27); o facto de as pessoas desconhecerem os contrails e a sua formação, levou a várias interpretações erradas já no passado. (28)

Assim, com base nos dados disponíveis, concluo que os chemtrails não passam de mais uma teoria da conspiração, como muitas outras que pululam na internet.

Notas e Referências:

(1) Existem vários tipos de nuvens que podem ser distinguidas quanto ao aspecto. As nuvens cirrus são formadas na alta troposfera, a cerca de 8 mil metros de altitude, em temperaturas negativas.

(2) Chemtrails no Skepdic

(3) Rense.com

(4) Chemtrails na wikipedia portuguesa

(5) Chemtrails na wikipedia britânica

(6) Chemtrails no Educate-yourself 

(7) A primeira descrição científica sobre contrails em inglês parece datar de 1953 (H. Appleman, “The formation of exhaust condensation trails by jet aircraft”, Bulletin of the American Meteorological Society, 34, pp. 14-20), e em alemão de 1941 (E. Schmidt, “Die Entstehung von Eisnebeln aus den Auspuffgasen von Flugmotoren”, Schriften der Deutschen Akademie der Luftfahrtforschung Vol. 44, pp. 1-15). Ver aqui.

(8) Sobre a história dos Chemtrails.

(9) Fotos onde se observam contrails desde a década de 1940

(10) Fotos de contrails durante a Segunda Guerra Mundial

(11) NMSR, na secção Other metals in the air.

(12) contrails facts

(13) Análises químicas aos chemtrails  

(14) 30 anos de viagens aéreas

(15) NMSR, explicado pelo piloto Ian Wickson.

(16) Contrail grids

(17) “Weather as a force multiplier: Owning the weather in 2025

(18) Comunicado da Força Aérea Americana relativamente aos chemtrails.

(19) Scientific American

(20) Jeffrey Sachs, “O Fim da Pobreza – como consegui-lo na nossa geração”, Casa das Letras, Cruz Quebrada, 2006 – Tradução de Paulo Tiago Bento

(21) Imagens de Silfos

(22) Mais imagens de silfos

(23) Pareidolia facial 

(24) A pareidolia mata 

(25) Parar chemtrails com vinagre

(26) Resposta do Governo a uma petição da Canadian House of Commons.

(27) Publicação do parlamento britânico

(28) Confusões relativas aos contrails

41 Responstas a “Chemtrails I – Análise do fenómeno

  • Concordo em parte com o que foi aqui dito em relação ás teorias da conspiração e os seus responsaveis e objectivos! muita coisa não faz sentido é um facto! Já tentaram que engolisse tais teorias mas por mais que tente compreende-las não me fazem sentido. Mas… Caro João, quantas vezes já perdeu tempo a olhar para o ar e ver realmente esses ditos chem ou contrails?! É que desde criança que vejo contrails e tenho sempre presente a forma como se formam e como se comportam após a sua formação! a intensidade do vento, a sua direcção, a sua duração (a maioria deles não chegam a durar sequer 15 minutos) e o tamanho propriamente dito! Um contrail expande pouco acabando por desparecer. Não me considero uma pessoa ignorante e consigo abarcar uma grande quantidade de variaveis que possam justificar ou não (nem todos os aviões que passam formam normais contrails) a existencia desses contrails. Mas a minha questão é mesmo essa… Faz uns tempos para cá (alguns anos, não sei precisar quantos) que as “coisas” tem vindo a mudar. Tem aparecido cada vez mais desses riscos no céu e k não desaparecem em minutos (o que seria habitual) mesmo até durando varias horas sempre na mesma posição e aumentando de tamanho invariavelmente da existencia ou não de vento o que é realmente de estranhar! Uma nuvem de vapor não ficaria no mesmo sitio com vento, sei a diferença! Sei que em altitude o vento pode ser completamente diferente do vento á superficie terrestre mas seria estranho que todas as vezes que esses marcas persistentes se formam, o vento não levaria para fora do meu campo de visão. Seria estatisticamente improvavel devido a morar numa zona em que vento é coisa que não falta a maioria do ano! Outra coisa que noto e que não tem nada a ver com o normal contrail é que todas as vezes que aparecem esses ditos anómalos riscos, após varias horas aparece uma especie de nevoa no ceu, assim do genero de uma nuvem rarefeita (algo mesmo muito estranho e que não se assemelhe a nada normal, provavelmente é provocado por uma pequena dispersão desses riscos) que depois vai cobrir todo o céu durante os proximos 2 dias mais ou menos dependendo da quantidade simultanea desses riscos no céu! Por vezes são 4 ou 5 em varias direcções diferentes! é claro que isto é mais facilmente observavel e identificavel em dias de céu limpo! Quer dizer, é limpo até á passagem desse avião porque depois o aspecto é algo leitoso (peço desculpa a expressão mas é a que melhor define), não é nuvem nem nevoeiro e sem falar na cor que é tambem diferente! isto como deve calcular não é comportamento tipico de contrail! Tenho a sorte de morar numa zona onde não há poluição no ar e onde tradicionalmente as pessoas ainda perdem tempo a olhar para o céu para ver o tempo que vai fazer (sim, consegue-se fazer isso com algum sucesso e é optimo para agricultura). Daí que estranhe estas diferenças. Atenção que não tenho a pretensão de afirmar que é um chemtrail ou lá o que isso seja! Mas não aceito de modo nenhum e de animo leve que o que veja muitas vezes é um contrail normal porque não é! Volto a afirmar, o aspecto e o comportamento é completamente diferente e é recente! Não me parece que com o desenvolvimento tecnologico na produção de motores ou reactores em aviação vá alterar as leis que regem a condensação da agua e a sua dispersão atmosférica. Agora o que é, lamento mas não sei! Mas perca tempo e observe! Não veja relatórios e estudos e etc! Veja pelos seus olhos o que se passa em seu redor, olhe para o céu e veja as diferenças e depois digame alguma coisa… Atenção que não estou a dizer que sei mais que você… que fique bem esclarecido! cumprimentos

    • Tal como já mencionou a L Abrantes, os nossos sentidos e a nossa memória não são de fiar. Esse é um facto científico.
      Dito isto, é óbvio que ao longo dos últimos anos os contrails aumentaram significativamente. Isto porque o tráfego aéreo em Portugal também aumentou muito significativamente. Basta ver os número de passageiros no aeroporto do Porto nos últimos 4 anos (sensivelmente desde o estabelecimento do hub da Ryanair nesta cidade).
      Quanto à dispersão desses rastros, se a atmosfera está mais saturada é normal que demorem mais tempo a desaparecer. A própria atmosfera está em mudança (as famosas alterações climáticas), o que leva a que os fenómenos meteorológicos também estejam a mudar o seu comportamento.
      O ser humano tem o seu papel nestas mudanças (aliás, o tráfego aéreo é um dos grandes poluentes do nosso ar).
      No entanto, nada disto tem a ver com conspirações sobre a pulverização da população com substâncias químicas para fins maléficos, como dizem as teorias da conspiração.

      É certo que a sociedade está a transformar o nosso planeta de um modo que pode ser altamente prejudicial para nós próprios…mas isso está longe de ser uma conspiração.

  • Caro Élio

    Se me perguntassem quantos contrails eu conseguia observar nos céus há uns bons anos, eu também diria que via menos do que vejo hoje. Uma das razões é que não estava susceptível a ver mais. Agora, desde que ouvi falar nesta ideia de chemtrails, sou capaz de os observar em maior número que no passado.

    Infelizmente, a nossa memória não é um disco rígido do qual possamos extrair a informação tal e qual como ela aconteceu. Está sujeita a um indeterminável número de influências, a grande maioria directamente relacionada com a nossa percepção da actualidade.

    Não só eu não estava a atenta ao fenómeno – por isso a minha experiência, nem a sua pode contar como uma observação totalmente fidedigna – como é bem possível que o aumento de tráfego aéreo tenha aumentado consideravelmente desde a minha adolescência, o que faz aumentar a probabilidade de os observar nos céus.

    Repare, há uma quantidade de pessoas que asseguram que existem mais partos em quando há uma mudança na fase das luas. Mas isso é apenas uma percepção falsa. Quando vamos a avaliar sistematicamente, vemos que o número de partos se distribui de maneira uniforme independentemente da fase lunar.

    Por isso, se há realmente um aumento de contrails – ele é bem possível que exista; Se o número de contrails que não se dissipam no ar está a aumentar – isso talvez seja possível saber através da observação sistemática e os números assim o dirão – É bem possível que as condições atmosféricas que os provocam tenham também aumentado.

    O que eu acho estranho, é o Élio garantir que pode observar essas condições atmosféricas que são capazes de assegurar uma maior permanência de contrails no céu a olho nú, simplesmente pela sua observação. Isso não é suficiente para nos dizer que existe algo extraordinário nos céus.

  • ok… Deixem-me lá ver se vos entendo! Atendendo ao facto que aumentou o numero de voos e possiveis alterações climatéricas provocada por mão humana (ou não, devido estarmos no fim de uma era glaciar) etc e etc… Voces estão a dizer que é normal todo o relato que vos dei?! Não vos deixa com a pulga atrás da orelha?! Os fenómenos climatéricos normais pouco se alteraram, ou seja, chuva continua a ser chuva, nevoeiro é nevoeiro, trovoada é trovoada, nuvens continuam nuvens. A intensidade e o numero é que alteraram, não as suas qualidades e como se formam.
    Nunca disse nem nunca vou dizer que sigo essas conspirações absurdas! Afirmei que não me fazem sentido, logo, não vale a pena seguirem por ai.
    Mas a absoluta estranheza do “fenomeno” levanta a sobrancelha a qualquer um, digo eu! Ok, entendo que a minha “experiencia” e a pouca fiabilidade das minhas observações pouco contribui para um esclarecimento cientifico. Mas é da desconfiança (cepticismo) que parte o conhecimento ou não?! A verdadeira vontade de conhecer! Pegar em algo estranho, desconhecido, diferente e estuda-lo de todos os angulos. Basicamente aquilo que vocês aqui deste blog propõe…
    Mas então que diabo é aquilo que vejo? Idiotices? Coisas da minha cabeça? Fantasmas? Tenho que começar a tomar uns medicamentos para me passar a paranoia?

    Sim L. Abrantes, consigo ver essa maior permanencia de um contrail anormal no céu como qualquer humano com um olho a funcionar correctamente é capaz. Basta só levantar os olhos para o céu e ter a sorte ou azar de encontrar um desses, tal e qual como você é capaz garanto-lhe!

    Outra coisa… Como pouco me importam as teorias que por ai povoam para assustar o povinho, tenho que dizer que comecei a ver estes estranhos risquinhos bem antes de tomar conhecimento do nome que lhe davam! Por isso, a ideia de sugestão ou de alerta comigo não se aplica tanto.

    • Sim, é do cepticismo, mas sobretudo da curiosidade, que surge o conhecimento.
      E existem milhares de cientistas (geofísicos, físicos, etc) a estudarem os céus diariamente.
      O que a ciência climática nos diz é que estão a haver alterações nos padrões climáticos e na forma como certos fenómenos ocorrem (como o aumento da frequência e intensidade de fenómenos “extremos”).
      Sem mais dados concretos, não posso esclarecer a sua dúvida pelo que, por minha parte, me tentarei informar.

    • Caro Élio

      Não percebeu o que eu quis dizer. Eu não ponho em causa a sua capacidade de colocar perguntas, de se questionar se há algo mais para o número de contrails no céu. O que eu digo e volto a afirmar é que a memória humana não é suficiente para assegurar uma observação fidedigna. Pode ser um princípio, mas não é suficiente.

      E volto a repetir. Tem de ter em conta o aumento de tráfego aéreo e também as diferentes condições atmosféricas que temos hoje em dia (mais poluição, mais gases com efeito de estufa na atmosfera, etc)

      Os fenómenos climáticos alteraram-se nos últimos anos – são geralmente mais intensos e mais extremos – dizer que pouco se alteraram é falso ou resulta de uma má observação dos registos climáticos dos últimos 30 anos.

      Agora, há que ter em conta que os contrails não são um fenómeno climático, mas podem sofrer alterações devido a esses mesmo fenómenos.

  • Olá Élio,

    Permita-me que comece por agradecer o seu interesse e participação.

    A duração dos contrails é variável, tanto agora, como no passado. Ou seja, tanto hoje como há 20 anos (p. ex.) tem rastos que duram várias horas e outros que desaparecem quase instantaneamente.

    A imagem que usei para ilustrar este post é da minha autoria e foi tirada este ano em Coimbra. Esse rasto foi de curta duração (cerca de 20 minutos). Depois de me deparar com este tema, fiz observações regulares, antes de escrever sobre o assunto.

    Os rastos dos aviões suscitaram interesse das pessoas quase desde o seu início, entre elas cientistas e climatólogos. Os rastos têm sido estudados desde cedo, por isso ao esquecer estudos, estaria a deixar de lado respostas já dadas às questões que temos hoje.
    Apenas mais um exemplo do que acabei de dizer, uma revista da década de 40: http://conspiracies.skepticproject.com/images/articles/chemtrails/popscicontrails-full.jpg

    Para terminar, o Élio sugere que se explique a razão dos rastos hoje durarem mais tempo que no passado. Este é o problema que se quer estudar.
    Mas antes de explicar este fenómeno, temos de averiguar se isso está mesmo a acontecer. Para isso temos de fazer medições num local, isto é, quantificar a duração de vários rastos ao longo do dia, e depois ao longo dos vários dias e compará-los. De seguida, repetir o procedimento noutros locais. Paralelamente, indicar as condições climatéricas (temperatura, humidade, etc.) à frente dos resultados medidos, para estudar qual a influência. Não esquecer também de indicar as datas de observação.
    Quanto mais observações tiver, mais rigorosos serão os seus resultados, diminuindo as margens de erro.
    A ter em conta que os aviões voam a grandes altitudes, onde o ar é mais rarefeito, a intensidade do vento é muitíssimo menor, e daí eles durarem mais tempo do que os que voam a altitudes mais baixas. Esse será outro factor a ter em conta que não conseguirá deduzir através das anotações das condições climatéricas.

    É mais fácil lembramo-nos dos rastos que duram mais tempo, porque quando olhamos uma segunda e terceira vez eles ainda lá estão. Com os registos forçamo-nos a anotar todos os rastos observados independentemente da duração.

    Espero que este comentário tenha sido de alguma forma útil.

    Obrigado.

  • Teoria da conspiração? O tempo dá sempre razão à verdade…its just a matter of time! Good luck!

  • Impossível confundir
    Pessoal não sei porque há tanta dificuldade em perceber a diferença entre contrail (rastro condensado) e chemtrail (rastro químico).

    O rastro condensando (contrail) é um fenomeno natural, acontece em grandes altidudes e baixas temperaturas, o ar quente das turbinas do avião derrete os cristais de gelo na atmosfera, desaparecem em minutos.
    Podemos comparar com um cometa que deixa um rastro de cristais de gelo no espaço que derretem e desaparecem. Acho que esta comparação é a melhor.

    O rastro químico (chemtrail) é jogado propositalmente na atmosfera a fim de controlar o clima. São traços mais grossos que os contrails mas ao invez de desaparecer eles se espalham como uma nevoa, formando um véu branco sobre o céu. Os traços de vários aviões se espalham e se somam formando nuvens artificiais.

    • Olá Eduardo Nuno,

      Se ler o que escrevi, foi mais ou menos isso que expliquei.
      A finalidade dos “chemtrails” depende da versão escolhida: controlar o clima, envenenamento deliberado das pessoas, ou ambas.
      Acho que o texto está claro.

  • Assim sendo, visto que para si tudo é uma grande teoria da conspiração, queira por favor explicar-me por que é que os governos jamais explicam clara e objectivamente o “fenómeno dos chemtrails”?

    Se se tratasse de algo “natural” como os rastos de condensação já haveria, por certo, explicações claras – a nível científico até – acerca deles! Por que é que ninguém explica nada, ninguém fala sequer dos “chemtrails”?

    Provavelmente dará jeito alimentar uma “teoria da conspiração”: os cépticos continuam cépticos, os ingénuos continuam ingénuos, e os ignorante continuam ignorantes. E como estes três grupos são o grosso da população mundial, mesmo que haja meia dúzia de pessoas sensatas e inteligentes, infelizmente nunca serão suficientes para que a maioria abra os olhos nem sequer para fazer mossa aos imbecis que se acham no direito de conduzir os destinos da humanidade!

    Se quiser fotos e datas e locais assiduamente “pulverizados” é só dizer: tenho-os aos montes!

    • Porque é que os governos deveriam explicar algo que nem sequer existe (os ditos chemtrails)? Não acha que há problemas mais prementes para debater e esclarecer?
      Os rastos estão cientificamente explicados (como pode ver nos posts que publicámos).
      As experiências de geoengenharia podem ser acompanhadas pelas publicações de referência e conferências/congressos regulares.

    • Olá Isabel,

      Os rastos de condensação estão explicados há várias décadas. Até aí nada de novo.

      Por que é que os Media não falam disso? Bem, para começar isso não é verdade. Consulte a nossa secção de imprensa e vai ver que vários Media já abordaram o tema, incluindo ambas as partes do discurso. Por que é que então não falam ainda mais nisso? Se calhar porque já se informaram e viram que não há caso por detrás do assunto, isto é, não passam de rastos de condensação.

      Recordo que os rastos de condensação são observados desde os primórdios da aviação, não são algo recente. Já nessa altura havia receios com pulverizações e as publicações (seja de divulgação mainstream, seja de ciência) já haviam explicado os rastos de condensação – uma vez mais os Media a falarem do tema. Agora diz-se que os químicos libertados estão identificados e que nos vão envenenar. Onde está a prova disto? Como deve saber, o ónus da prova recai sobre quem faz a afirmação. Não é o contraditório que tem de provar a sua posição (chamar-se-ia a isso, a inversão do ónus da prova).

      Nós não negamos que há projectos de investigação em geoengenharia (basta ler vários comentários anteriores), mas isso não é necessariamente mau. Há que ver que estudos estão a ser feitos. Alguns deles, por exemplo avaliam o impacto de determinadas ações humanas no meio ambiente. Será isto mau?

      Se tem informações que ache relevantes da parte da aviação e que queira partilhar, está à vontade.

      P.S. – Ao dizer que há meia dúzia de pessoas sensatas e inteligentes e que o resto da população, por exclusão, não é inteligente por não defender uma determinada ideia, a Isabel está a incorrer numa falácia (argumentum ad hominem). Volto a informá-la que se quiser justificar a sua posição, apresentando argumentos e evidências, a sua posição será tida em conta e continuarei o diálogo. (caso contrário, vou voltar ao trabalho).

      Agradecimentos sinceros pela sua participação.

      • Muito obrigada, caro João Monteiro, pelos seus esclarecimentos, que, a bem da verdade, não constituíram para mim qualquer novidade.

        Quanto ao seu P.S., as inferências são suas, não minhas, e essas retóricas não têm, para mim, qualquer valor.

        E finalmente, sim, será melhor voltar ao trabalho, porque discussões destas, sem provas concretas e palpáveis são tão estéreis como discutir o sexo dos anjos.

        Muito grata!

  • Caro Élio, embora eu esteja de acordo consigo, a experiência diz-me que não adianta de nada tentar fazer com que um cego veja! Infelizmente até a formatação, o condicionamento, tem “explicações científicas”…

    Eu gostava, no entanto, era que os cépticos fizessem pesquisas e investigações como deve de ser, com seriedade. Por que não tentam obter explicações/esclarecimentos, por exemplo, por parte da Aviação Civil? Ou por parte da Aviação Militar? Talvez se o fizessem, tal como eu o fiz e continuo a fazer, as conclusões a tirar fossem outras…

    • Então não quer partilhar connosco esses esclarecimentos tão preciosos?
      Recordo-lhe, no entanto, que está num site de racionalismo e ciência. Por isso limite-se por favor a usar fontes científicas e bem fundamentadas (tal como pedimos na nossa política de comentários).

      • Muito grata pelas publicações, mas deve haver aqui um engano, ou uma comunicação deficiente: eu moro em Portugal, não nos EU, nem RU, nem no Canadá. O meu interesse está no que se passa no meu país! E, pelo visto, não há publicações científicas no âmbito da geoengenharia no meu país. Pelo visto, o meu país baseia-se em dados de outros países. Aliás, como em tudo, o meu país prostra-se perante a “sabedoria” alheia. É por isso que o meu país é a mediocridade que é…

        • Olá Isabel, na realidade não há qualquer problema de comunicação. A Isabel perguntou por artigos científicos e esses foram disponibilizados.

          Os fenómenos que ocorrem num país são os mesmos e têm a mesma explicação em qualquer outro. Por exemplo, os efeitos da gravidade num dado país serão os mesmos noutros países com as mesmas características.

          Claro que seria interessante termos também dados relativos a Portugal, mas o interesse seria em termos comparativos.

          Não há qualquer problema em acedermos a dados internacionais, nem isso é sinal de menoridade nossa, muito pelo contrário. A ciência feita em Portugal está ao mesmo nível da que é praticada em outros países, basta ver as o aumento das publicações portuguesas em revistas internacionais com peer-review e que aparecem no SCI (science citation index). Assim, não só os portugueses consultam artigos estrangeiros, como os estrangeiros consultam artigos portugueses. E isto é uma mais-valia, por termos mais massa crítica debruçada sobre um mesmo tema, o que potencia os avanços científicos 😉

        • Pois é Isabel, as revistas científicas são, de forma geral, publicadas em inglês. Não quer isso dizer que não publiquem artigos que digam respeito a Portugal ou que sejam escritos por autores portugueses.
          A boa ciência é, felizmente, global.

          Lamento que não haja (do meu conhecimento) nenhuma publicação científica, indexada internacionalmente, em língua portuguesa.

      • Esclarecimentos preciosos? Onde é que tal afirmei?

        Para alguém que advoga racionalidade e ciência, está com uma imaginação prodigiosa! Imaginação/invenção e ciência são imiscíveis, por isso pedia-lhe que se cingisse objectivamente ao que escrevi.

        • Cara Isabel G.

          Pode explicar-me porque razão as publicações científicas estrangeiras não servem? Ninguém é obrigado a saber mais que uma língua, mas a percentagem de artigos científicos em inglês é muito superior à percentagem noutras línguas. Isto é válido para todas as áreas científicas.

          Agora, não consigo perceber de que outra maneira podemos comentar objectivamente o seu comentário. Quando diz que recebeu informação sobre os chemtrails da aviação militar, talvez queira nos elucidar com esses dados. Mas compreenda que fotos tiradas a rastos de avião não são suficientes para dizer que aviões andam a “pulverizar” por aí.

  • Não é uma questão de não servirem, é uma questão de não serem aplicavéis! E nada tem a ver com a língua, porque realmente há quem só saiba uma e há quem saiba três ou quatro, que é o meu caso.

    A bem da verdade, tanto se me dá que acreditem ou não na existência de “fenómenos” diferentes dos contrails. Apenas pretendi causar um pouco de polémica porque a vossa peremptoriedade dita científica não passa de mais uma opinião acerca do assunto baseada em documentação que, obviamente, terá por missão apresentar apenas um aspecto do assunto: aquele que pode ser divulgado. Essa quantidade de publicações não fala dos chemtrails e muito menos das experiência de geoengenharia levadas a cabo no nosso país. E, já agora, permitam-me dizer o seguinte: tentar justificar a vossa posição com uma dúzia de publicações que o português médio nem sequer consegue ler, é sem dúvida uma justificação que só servirá aos ignorantes.

    As investigações que faço têm provado que existem no assunto aspectos não divulgados e que, forçosamente, continuarão a salvo da opinião pública, por motivo de preservação de interesses. De qualquer modo, nunca fui peremptória em afirmar que os ditos “chemtrails” existem ou não, apenas investigo, pesquiso, informo-me…

    P.S. – A palavra “chemtrail” está, actualmente, tão carregada de significados patéticos e absurdos como o está a palavra “deus”. Quem conseguir ir para além das conotações disparatadas e dos dogmas implícitos, conseguirá obter algo verdadeiro e concreto. Quem não conseguir, enfim, se formatado está, formatado há-de continuar!

    • A ciência (sólida) não é feita de opiniões, mas sim de factos verificáveis e falsificáveis divulgados através de revistas científicas com revisão pelos pares.
      É assim que nasce o consenso (ou a polémica) científica.
      O facto dos artigos científicos de geo-engenharia não mencionarem os “chemtrails” diz muito acerca da teoria da conspiração…é que é uma teoria da conspiração.

      Uma vez mais, peço-lhe que partilhe connosco as informações que diz ter obtido com a sua investigação.
      (Sim, o precioso foi acrescentado por mim. Peço desculpa. Retiro a palavra.)
      Quiçá devesse tentar publicá-las para que sejam avaliadas pelos peritos da área climatológica.
      Em ciência, é assim que funciona.

      É um sistema perfeito?
      Não.
      Mas é que dá resultados mais fiáveis e ainda ninguém encontrou um sistema melhor.

    • Como autor do texto referido, devo dizer que só fui peremptório nas afirmações das quais estou certo.

      O facto de a maior parte do português médio não conseguir ler outra língua que não a materna é na realidade um problema preocupante, mas que felizmente tem vindo a diminuir (basta atender ao aumento do número de licenciados, cujos manuais ou artigos são escritos em inglês). Talvez por isso nós escrevamos em Português, de modo a podermos ser lidos pelos nossos conterrâneos, tentando ser objectivos, imparciais e apresentando informação fidedigna.

      Ser céptico não é duvidar de tudo, ou simplesmente não acreditar. É sim ter dúvidas e procurar respostas para as mesmas. Assim, pelo que tenho lido, também a Isabel é céptica (tem dúvidas e procura respostas).

    • Cara Isabel

      Um opinião só deveria ser formada com base na informação a que temos acesso. Podemos ter dúvidas quanto à qualidade dessa informação, mas afirmar algo com base, apenas, na suspeita não é uma opinião informada.

      Por isso, se tiver informação adicional, ficaremos gratos se a partilhar connosco.

      Quanto ao termo chemtrail ainda bem que faz a distinção.

      Cumprimentos

  • Caras e caros, terei o maior prazer em partilhar informações, mas somente e quando eu tiver a certeza de que a informação obtida é clara, objectiva e sobretudo irrefutável. Até lá continuarei a investigar…

    Grata a todas/todos!

  • Oi, estou pesquisando sobre chentrails x contrails, e pensando que esses rastros são todos cristalização de vapor dágua que acontecem em detemrinada altitude e úmidade, gostaria que vissem esse vídeo e me explicassem sob esse ponto de vista, porque me parece que o avião está controlando um despejo no ar, pela forma como ele interrompe e recomeça na mesma sequencia de tempo, sem alterar visivelmente a altitude…
    video:

    agradecida…

    • Olá Carolina,

      agradeço a sua questão.

      Nesse link que partilhou apenas vemos rastos deixados por aviões.

      Como disse, e bem, os contrails são rastos de cristalização de vapor de água em determinadas condições de altitude, humidade, entre outros factores.
      Apenas olhando para as imagens, não consigo afiançar se se trata de contrails ou qualquer “despejo” (já justifico). Mas com isto não estou a validar os chemtrails, pois implicaria que se trataria da libertação deliberada de determinados produtos químicos com o intuito de envenenar a população, e isso não conseguimos afirmar, de modo sério, pelas imagens.
      Justificando o que disse sobre os “contrails” ou despejo: A temperatura da atmosfera não é constante à mesma altitude, tem ligeiras variações o que possibilita ora formar contrails, ora não formá-los. Como exemplo: nadando na praia apercebe-se que há ligeiras diferenças de temperatura em áreas muito próximas; pois é isso que acontece na atmosfera, temperaturas variáveis à mesma altitude, possibilitando, ou não, a formação de cristais.
      Mantive a possibilidade de “despejo”, porque em certas circunstâncias, os aviões libertam combustível (em particular em certas manobras de aterragem).

    • Cara Carolina:

      Como entenderá, é muito difícil afiançar a credibilidade de um vídeo do YouTube.
      Para além de tudo o que o João já disse, eu acrescentaria que nem sequer sabemos se este vídeo foi ou não manipulado. Hoje em dia é muito fácil manipular imagens de vídeo e só um perito seria capaz de fazer esse tipo de análise.
      Neste caso em concreto, creio que não se pode dizer com certeza que o avião observado esteja sempre à mesma altitude. Repare que o ponto de vista da altitude do avião a ser filmado depende também da altitude da câmara: podem estar os dois aparelhos em subida ou descida. Nesse caso, um em relação ao outro, pareceriam estar a altitude constante (relatividade clássica).

      A mim, intriga-me a própria gravação…quem grava estava a perseguir o outro avião? Que tipo de avião é esse? Seria um avião comercial ou de carga? Seria um avião que estava a participar nalguma experiência de Geoengenharia (que nada tem a ver com chemtrails e conspirações)?

  • Vejam o curriculo da senhora___só para não pensarem que é mais uma tonta____e isto foi na UN_______ https://www.youtube.com/watch?v=L5is16A8pfw#t=45

    • Olá João M. Neves,

      Vamos a factos:

      Isso não foi numa sessão da UN, mas numa conferência sobre alterações climáticas organizada pela UN.
      http://www.un.org/dpi/ngosection/annualconfs/60/index.htm

      Rosalind esteve na sessão “Coping With Climate Change: Best Land Use Practice”, conforme:
      http://www.un.org/dpi/ngosection/annualconfs/60/Roundtable4.htm

      Se viu o vídeo que partilhou, fala da relação entre geoengenharia e alterações climáticas, o que é diferente de chemtrails.
      Mas já que puxou o assunto, a opinião da Rosalind Peterson sobre chemtrails é de que não há provas suficientes que apoiem a existência dos ditos chemtrails (químicos pulverizados com o intuito deliberado de envenenar a população), conforme pode ver aqui:

  • No figura 1 em cima, o que voce acha do essa fumaça branco no fundo do foto, de onde vem essa substancia leitoso?

    • É uma nuvem.
      Quanto à “textura” não há nada que a permita classificar como “substância leitosa”.

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